Feminicídio em Campos: Primeira Audiência do Caso Amanda dos Santos

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Primeira Audiência Foca em Provas e Testemunhas

Detalhes do Feminicídio de Amanda e Prisão do Ex-Companheiro

A Justiça de Campos dos Goytacazes realizou, nesta quinta-feira (5), a primeira audiência de instrução e julgamento referente ao feminicídio de Amanda dos Santos Souza, de 26 anos. O crime, ocorrido em 8 de dezembro de 2025 no Norte Fluminense, tem como réu Diego Vitorino da Silva, de 29 anos, ex-companheiro da vítima.

As investigações apontam que Amanda foi brutalmente assassinada a pedradas dentro de sua residência, no bairro da Penha. Após o delito, o acusado empreendeu fuga, sendo posteriormente localizado e preso no dia seguinte, no distrito de Grussaí, em São João da Barra. Desde então, Diego Vitorino permanece detido, aguardando as etapas processuais.

Em seu depoimento à polícia, Diego confessou o homicídio, alegando ter agido por ciúmes. Ele relatou que uma discussão com a vítima teria ocorrido após a descoberta de uma suposta relação extraconjugal.

Registros prévios indicam que Amanda já havia formalizado três denúncias por violência doméstica contra o ex-companheiro, sendo as mais recentes em 2024 e em março do ano anterior. Na última ocasião, a vítima retirou a medida protetiva que havia solicitado, resultando na soltura do acusado. Amanda deixou três filhos menores.

A equipe do g1 tentou contato com a defesa de Diego Vitorino, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. Nesta etapa inicial do processo, serão ouvidas testemunhas e apresentadas provas, e ao final, o juiz deverá definir os próximos passos da ação penal.

Expectativas da Família e Foco Judicial

Lucivalda Pessanha, mãe da vítima, expressou a esperança de condenação, destacando que "ele planejou e executou", tirando a vida de sua filha e deixando três crianças. Maria Lúcia, avó de Amanda, reforçou o pedido por justiça, descrevendo o acusado como "frio e calculista" e esperando que ele "pague pelo que fez".

Conforme o Tribunal de Justiça, esta fase do processo será crucial para determinar se o réu será julgado por homicídio simples ou qualificado, sendo ouvidas testemunhas e analisadas provas para subsidiar tal decisão.

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