Henrique Moura Vorcaro se defende
O pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Henrique Moura Vorcaro, enviou uma carta ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), onde nega qualquer envolvimento com o grupo apelidado de “A Turma”. Este grupo é alvo de investigações da Polícia Federal, que o acusa de realizar ameaças e intimidações a adversários de Daniel Vorcaro. A carta, datada de segunda-feira (21), foi apresentada ao STF na terça-feira (22).
Henrique argumenta que os contatos e pagamentos mencionados no inquérito estavam relacionados a negócios imobiliários e não a ações ilícitas. Em sua defesa, ele pediu que a correspondência fosse juntada ao processo em que solicita o direito de se autodefender.
A investigação e seus desdobramentos
A Polícia Federal identificou “A Turma” como um grupo que atuava de maneira organizada para intimidar críticos e jornalistas que discorriam contra Daniel Vorcaro.
Henrique refutou as alegações, afirmando que as mensagens analisadas não refletem a realidade dos pagamentos, que, segundo ele, foram feitos para a execução de projetos imobiliários.
“Se pagavam alguém ou se usavam esse recebimento para qualquer turma ou pessoa, eu não tenho simplesmente nada a ver com isso, não conheço nem sei de turma nenhuma”, escreveu ele na carta.
Petições e saúde
O documento também menciona um pedido de revogação da prisão preventiva de Henrique, que está detido desde maio, relatando problemas de saúde significativos, como crises de diverticulite e oscilações de pressão arterial.
Ele descreve suas condições de saúde, ressaltando que sua vida estaria em perigo e que requer acompanhamento médico especializado.
Recentemente, a Procuradoria-Geral da República manifestou apoio à solicitação de Henrique para que ele possa se ausentar do presídio a fim de realizar exames médicos. Apesar de uma avaliação inicial não ter classificado sua situação como urgente, a Procuradoria acredita que não há impedimentos para que os cuidados médicos sejam dados.
A luta pela reputação e dignidade
Henrique pediu que sua imagem não seja manchada pelo envolvimento de seu filho nas investigações. “Tenho muitos negócios, todos honestos. Preciso da minha reputação e dignidade restauradas, por favor sejam corretos e justos”, desabafou, enfatizando sua distância da atuação do filho no Banco Master.
A carta e os eventos recentes ocorrem em um cenário de incertezas jurídicas em relação ao processo que envolve as questões do Banco Master e as disputas internas no Supremo Tribunal Federal.




