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Copa do Mundo: Ameaça do ICE Afasta Torcedores Estrangeiros

A Preocupação com os Agentes do ICE Durante a Copa do Mundo

A poucos dias do início da Copa do Mundo, a atuação do Serviço de Imigração e Fronteiras dos EUA (ICE) nas 11 cidades anfitriãs levanta preocupações significativas entre torcedores estrangeiros e defensores dos direitos humanos. Com mais de 120 grupos emitindo um alerta de viagem para cerca de 10 milhões de visitantes, as violações de direitos de imigrantes permanecem no foco da discussão.

Promessas das Autoridades e Temores de Violência

Apesar das declarações do secretário de Estado, Marco Rubio, garantindo que os agentes do ICE não atuarão dentro dos estádios, a memória dos gobiernos anteriores, especialmente no segundo mandato de Donald Trump, aumentou a ansiedade. Uma pesquisa realizada pelo Washington Post e pela Universidade de Maryland revelou que 65% dos americanos se opõem à presença do ICE durante o torneio, que ocorre a partir da próxima quinta-feira nos EUA, envolvendo 78 das 104 partidas.

Riscos Enfrentados pelos Torcedores e Imigrantes

  • Prisão e deportação.
  • Aumento das restrições e limitações de viagens.
  • Monitoramento invasivo de mídias sociais em dispositivos eletrônicos.
  • Tratamento cruel e degradante durante a detenção.

Iniciativas de Proteção e Mobilização nas Cidades-Sede

Grupos de defesa dos direitos humanos estão se mobilizando em várias cidades. Em Dallas, por exemplo, o Movimento DFW distribui kits de apitos para alertar a comunidade sobre a presença do ICE. Em Los Angeles, onde serão realizados oito jogos, um sindicato que representa trabalhadores do SoFi Stadium ameaçou entrar em greve se agentes do ICE forem enviados para a área. A preocupação com a segurança é particularmente alta, dado que muitos dos funcionários são imigrantes.

Desafios para a Comunidade Haitiana

A vitória do Haiti na classificação para a Copa do Mundo trouxe um aumento de entusiasmo, mas o alto custo dos ingressos impede que muitos haitianos em Massachusetts participem dos jogos. Essa comunidade, que representa uma das maiores diásporas do país, é composta por cerca de 87 mil haitianos, aumentando a ansiedade sobre possíveis represálias do ICE durante o evento.

Apelos por Trégua e Conclusão

ONGs como Human Rights Watch, Sport and Rights Alliance e Dignity 2026 pedem uma trégua do ICE, similar à antiga prática olímpica de suspensão das hostilidades durante ocasiões esportivas. Micky Worden, diretora de Iniciativas Globais da HRW, sugere que a FIFA considere esta abordagem: “As prisões e deportações que violam os direitos humanos não têm lugar no jogo mundial.”

O secretário do Departamento de Segurança Interna, Markwayne Mullin, confirmou a presença do ICE, com foco em combater crimes como tráfico de pessoas e contrabando de drogas. No entanto, a desconfiança prevalece entre aqueles que já vivenciaram a brutalidade das operações do ICE no passado.

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