O copiloto do voo FZ1073 da Flydubai tentou realizar um ataque terrorista ao atingir o comandante com um machado de emergência e tentar assumir o controle da aeronave, afirmou neste sábado, 3, o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi. O avião seguia de Dubai para Tel Aviv, em Israel, na quarta-feira, 30, e precisou fazer um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita. A investigação continua para esclarecer a motivação e possíveis ligações do suspeito.
Segundo o comunicado divulgado pela agência estatal WAM, o copiloto começou a executar um plano durante a viagem e atacou o comandante dentro da cabine. O machado utilizado é um equipamento mantido no local para situações de emergência. A declaração atualiza a apuração aberta na quinta-feira, 1º, quando o procurador-geral determinou a formação de uma equipe especializada para investigar se o episódio envolvia terrorismo, planejamento prévio ou participação de terceiros.
Havia 182 pessoas a bordo. Após o ataque, passageiros e integrantes da tripulação ajudaram a conter o agressor. Outros pilotos que viajavam na aeronave assumiram os controles e conseguiram pousar em segurança. O comandante e o copiloto ficaram feridos e receberam atendimento médico. Os passageiros seguiram posteriormente para Tel Aviv em outro avião da companhia.
O histórico profissional do suspeito também passou a ser examinado. Segundo o Wall Street Journal, ele havia sido proibido de voar em Omã por preocupações relacionadas a posições extremistas antes de ser contratado pela Flydubai. A reportagem não conseguiu determinar se as autoridades omanis compartilharam essas informações com outros países ou companhias aéreas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que o copiloto havia passado por radicalização islamista e pretendia derrubar a aeronave. Essa versão foi apresentada pelo governo de Israel. O comunicado divulgado neste sábado pelos Emirados classificou o episódio como tentativa de ato terrorista, mas não identificou uma organização nem esclareceu se o suspeito agiu sozinho.
Al Shamsi informou que os investigadores continuam analisando provas físicas e digitais e realizando exames técnicos para reconstituir o ataque. As conclusões finais serão divulgadas depois do encerramento dos procedimentos, segundo a Procuradoria dos Emirados.





