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Investigação de Ilhan Omar revela falta de evidências de fraude

Investigação antiga sobre Ilhan Omar não encontrou fraudes; nova operação federal gera polêmica.

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Investigação de 2019 Conclui Ausência de Irregularidades

Uma investigação realizada durante o primeiro mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 2019, não encontrou evidências de fraude migratória envolvendo a deputada democrata Ilhan Omar. A revelação foi feita pelo jornal The Washington Post, após autoridades de imigração realizarem uma operação de busca e apreensão na residência da parlamentar em Washington, no início da semana.

De acordo com três ex-funcionários de imigração, a investigação de 2019 foi solicitada por um nomeado político do governo Trump, visando identificar possíveis irregularidades no histórico da congressista. Essa solicitação gerou desconforto entre os servidores, que avaliaram como incomum o uso de órgãos federais para investigar uma adversária política do presidente. Na ocasião, o Serviço de Investigações de Segurança Interna (HSI) concluiu que não havia elementos suficientes para justificar uma investigação formal.

A análise revisitou questões que retornaram à investigação atual, incluindo a data de nascimento de Omar e o histórico militar de seu pai na Somália. Os agentes buscavam determinar se a idade da deputada havia sido alterada em documentos migratórios para que ela obtivesse automaticamente a cidadania americana em 2000, quando seu pai se naturalizou. Embora as investigações de 2019 não tenham encontrado irregularidades nos registros paternos, a escassez de documentos de nascimento de refugiados somalis dificultou a precisão na determinação da idade da deputada.

Novas Acusações e Ações Legais

A investigação anterior também abordou alegações não comprovadas de que Omar teria se casado com o próprio irmão para facilitar sua entrada nos Estados Unidos. Essas suspeitas, que circulavam em veículos conservadores, foram consideradas insuficientes para fundamentar um processo. O resultado foi registrado em um memorando pessoalmente entregue a superiores, dada a sensibilidade do caso.

Nesta segunda-feira, 12, agentes federais executaram um mandado de busca na casa da deputada e apreenderam seu celular, passaporte, computadores e documentos. A nova investigação resultou na emissão de mais de dez intimações judiciais, incluindo contra familiares da congressista. Fontes ouvidas pela imprensa americana indicam que o governo considera a possibilidade de tentar revogar sua cidadania e deportá-la, caso sejam comprovadas irregularidades no processo migratório.

Repercussões Políticas e Contexto Eleitoral

Após a operação, Omar, uma destacada integrante da ala progressista do Partido Democrata e crítica constante de Trump, acusou o governo de perseguição política. “Não se enganem: isto é uma tentativa de atingir inimigos políticos e usar as forças de segurança federais como arma”, afirmou nas redes sociais. “Não me calarei”, completou a deputada.

A operação acontece a menos de um mês das eleições de meio de mandato, programadas para 3 de novembro, onde importantes posições em estados e no Congresso estarão em jogo. Omar está em busca de reeleição por um distrito considerado seguro para os democratas em Minnesota, onde em 2024 venceu a corrida por uma margem expressiva de 50 pontos percentuais.

Democratas de Minnesota expressaram sua indignação pela operação e questionaram o timing da ação. O governador do estado, Tim Walz, afirmou nas redes que Trump estaria utilizando o poder do Executivo para perseguir rivais políticos antes das eleições. É importante ressaltar que a legislação interna do Departamento de Justiça proíbe ações que visem interferir no resultado de uma eleição ou beneficiar um candidato em particular, e historicamente, o órgão evita investigações contra candidatos nos 60 dias que antecedem uma eleição.

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