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Israel: Polícia Nega Roubo Eleitoral por Partidos Árabes

Polícia de Israel refuta acusações de roubo eleitoral por partidos árabes em meio a impasse para formação de governo.

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A Polícia Rejeita Acusações do Likud

A polícia de Israel repudiou as acusações feitas pelo Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que alegou que partidos árabes teriam “roubado” as eleições legislativas realizadas em 27 de outubro. De acordo com informações de uma fonte policial, não existem evidências que sustentem as alegações.

“O dia da eleição transcorreu com um número muito reduzido de incidentes irregulares relacionados à integridade do processo, mesmo se comparado a eleições anteriores”, indicou um porta-voz a veículos de mídia de língua hebraica.

Essa declaração surge após o Likud acusar os partidos árabes de utilizarem práticas questionáveis como suborne, intimidações, violência e até falsificações para obter votos.

Pedido de Prisão e Investigações

Nessa ordem de ideias, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, fez um pedido para a prisão de líderes dos partidos árabes, suspeitos de receber financiamento do Catar. Ele expressou em uma postagem na rede social X (antigo Twitter) que a agência de segurança Shin Bet deveria efetuar as detenções ainda naquela manhã.

Além disso, o presidente do Comitê Eleitoral Central, juiz Noam Sohlberg, requisitou uma investigação às suspeitas de interferência estrangeira através de financiamento. Em uma carta divulgada, ele ressaltou que não pode garantir a veracidade das alegações, mas considera essencial uma investigação minuciosa.

Impasse na Formação do Governo

As denúncias ocorrem em um cenário de impasse na formação de um novo governo.

Com mais de 90% dos votos contados, os partidos árabes, Raam e Lista Unificada, obtiveram um recorde de 19 cadeiras, enquanto os aliados de Netanyahu conquistaram 53 assentos no Knesset. O bloco liderado pelo ex-chefe do Exército, Gadi Eisenkot, obteve 48 cadeiras. Para alcançar a maioria, que exige 61 das 120 cadeiras do Parlamento, o apoio das legendas árabes será crucial nas negociações.

Possíveis Alianças e Contexto Eleitoral

Alguns aliados de Netanyahu já aventaram a possibilidade de uma aliança entre seu partido e Eisenkot, assim como outros centristas. Para Netanyahu, essa poderia ser uma solução conveniente, mas para Eisenkot, associar-se a um líder que ele mesmo considera inapto para governar seria uma decisão política arriscada.

Recentemente, essa eleição foi amplamente interpretada como um referendo sobre o governo ultradireitista de Netanyahu, ocorrendo em um clima de intensa polarização.

A votação teve a mais alta taxa de comparecimento em pelo menos 45 anos, sendo a primeira desde os ataques do Hamas, em outubro de 2023, que desencadearam um prolongado conflito na Faixa de Gaza. A contagem final dos votos pode demorar dias, e as tratativas para formação de coalizões poderão se prolongar por semanas. Caso as negociações não avancem, um segundo turno pode ser necessário, relembrando o período entre 2019 e 2022, que viu cinco eleições consecutivas.

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