Acusações Gravíssimas Sobre Tortura
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, se declararam inocentes em audiência realizada em Nova York no dia 15 de outubro de 2026. Ambos enfrentam acusações de conspiração para cometer tortura de adversários políticos e cidadãos americanos.
Ambos os acusados foram vistos com os tornozelos acorrentados durante o comparecimento ao tribunal, onde suas ações foram questionadas em uma denúncia reformulada que ampliou as acusações, anteriormente focadas em tráfico de drogas, para a liderança de um esquema de repressão estatal.
Maduro desafiou os apelos do juiz federal Alvin K. Hellerstein para que comentasse sobre as acusações, alegando durch meio de um intérprete que tudo não passava de “falsas acusações e falso testemunho”. Em resposta, Hellerstein ordenou que a alegação de inocência do ex-presidente fosse formalmente registrada.
Os dois foram capturados em Caracas em 3 de janeiro e extraditados para os EUA, onde também respondem por narcoterrorismo e tráfico de narcóticos. O julgamento deles está previsto para o dia 1 de junho de 2027.
Detalhes da Denúncia
As novas acusações foram formalizadas pelos promotores de Nova York em 8 de outubro e envolvem um esquema sistemático de tortura. A denúncia, com 30 páginas, revela que Maduro teria pessoalmente ordenado abusos a prisioneiros e recebido relatórios sobre o tratamento dos mesmos. Flores também é acusada de supervisionar o aparato de repressão e ordenar abusos.
Entre os métodos de tortura mencionados estão choques elétricos, espancamentos e asfixia simulada. Os promotores alegam que na tortura de um cidadão americano, este teria sido submetido a choques e ameaçado com a morte. A denúncia ainda recalca que tais eventos não eram ações isoladas, mas parte de uma política de repressão governamental.
Os episódios de tortura não envolvem apenas cidadãos americanos, mas também militares e opositores políticos acusados de conspirar contra Maduro. Em um caso, um oficial foi espancado e asfixiado. Maduro teria questionado sobre o tratamento do militar e assistido a gravações de sua confissão forçada.
Defesa e Respostas do Governo Venezuelano
Essa nova acusação se junta a um processo anterior de narcoterrorismo, onde Maduro e outros membros do governo foram acusados de colaborar com cartéis de drogas. A defesa de Maduro afirma que sua posição de chefe de Estado deveria lhe proporcionar imunidade contra a ação penal nos EUA, um argumento que está sendo desconsiderado pela Promotoria.
Cilia Flores solicitou responder ao processo em liberdade, alegando questões de saúde, mas a solicitação foi contestada pelos procuradores. A denúncia atual não revela os nomes dos americanos que supostamente sofreram tortura, mantendo o foco nas responsabilidades do casal.
A situação continua a ser acompanhada internacionalmente, especialmente devido à importância do caso para a política americana e as relações com a Venezuela.


