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Márcio Canella: o deputado preso com ligações perigosas

Descubra quem é Márcio Canella, deputado preso pela PF, e suas conexões com milícias e lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

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Prisão de Márcio Canella pela Polícia Federal

O ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito, Márcio Canella (União Brasil), foi preso nesta quinta-feira, 15 de outubro de 2026, pela Polícia Federal (PF). Com uma votação expressiva como o segundo deputado mais votado do Rio de Janeiro, Canella já havia enfrentado problemas legais anteriormente, tendo sido detido em julho após a PF encontrar um fuzil .556 em seu veículo durante a execução de mandados de busca.

Agora, sua prisão preventiva está relacionada a supostas ligações com uma organização criminosa armada que utilizava uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio como fachada para lavagem de dinheiro. As investigações sugerem que esse esquema ilegal movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, contando com a conivência de pessoas ligadas ao poder público.

Os Detalhes da Operação e Outras Prisões

Além de Canella, outras figuras importantes foram alvos da operação liderada pela PF, incluindo o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, e o inspetor Pablo Russo, entre outros policiais. As prisões foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também determinou o sequestro de bens e a suspensão das atividades econômicas de 112 empresas envolvidas no esquema, das quais 96 são postos de combustíveis.

Ligação com Milícias e Consequências Eleitorais

A conexão de Canella com milícias foi uma preocupação crescente. O político foi um dos destacados na Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) por sua vinculação com figuras como Fábio Augusto de Oliveira Brasil, conhecido como Fabinho Varandão, e Luiz Eduardo Santos de Araújo, ambos já vinculados a legislaturas locais e a atividades criminosas. Canella chegou a nomeá-los para cargos na prefeitura de Belford Roxo, onde ocupavam pastas importantes.

Em um contexto mais amplo, a PRE tinha solicitado o indeferimento do registro de candidatura de Canella, mencionando questões prejudiciais reflexivas da sua história política e mérito eleitoral. Apesar disso, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) inicialmente rejeitou essas objeções, permitindo que Canella concorresse ao pleito, o que ainda levanta questões sobre a integridade do sistema eleitoral no estado.

Contexto Político e Implicações Futuras

Este caso destaca as preocupações contínuas sobre a corrupção e a infiltração do crime organizado na política brasileira, especialmente nas regiões mais afetadas pela violência das milícias. Como o processo judicial se desenrola, a sociedade aguarda um desfecho que possa trazer clareza sobre a responsabilidade política e as ligações entre autoridades e organizações criminosas.

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