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Márcio Canella: esquema milionário e trégua com o CV revelados

Márcio Canella é apontado como líder de esquema de R$ 7,6 bilhões envolvendo corrupção e crime organizado em Belford Roxo.

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Política e Crime Organizado em Belford Roxo

A Polícia Federal (PF) nomeia o ex-prefeito de Belford Roxo e deputado estadual eleito, Márcio Canella (União Brasil), como o principal articulador de um complexo esquema criminoso que movimentaria cerca de R$ 7,6 bilhões através de postos de combustíveis ilegais. Canella foi preso preventivamente no dia 15 de outubro de 2026, em uma operação que revela as intrincadas conexões entre o crime organizado e a política local.

O inquérito, parte da oitava fase da Operação Unha e Carne, sugere que Canella utilizou sua posição de poder para proteger interesses privados, nomeando aliados em posições estratégicas e, até mesmo, utilizando acordos com o crime organizado em troca de propinas. O documento enviado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreve Canella como o ‘patrono político’ e elo entre a administração pública e a organização criminosa.

Conexões Perigosas

A investigação revelou que Canella tinha um histórico de vínculos com Juracy Alves Prudêncio, conhecido como Jura, um líder miliciano. Em 2019, quando era deputado estadual, Canella nomeou a esposa de Jura como assessora, levantando suspeitas de favorecimento e conivência com milícias locais.

Além disso, os agentes federais interceptaram conversas que expõem um entendimento entre a equipe de Canella e líderes do Comando Vermelho, em que a prefeitura acordou reduzir operações policiais em troca de apoio à realização de obras, provavelmente para melhorar sua imagem política.

Blindagem e Benefícios Financeiros

Canella também teria exercido influência sobre a ascensão de Marcus Vinícius Amim Fernandes, ex-presidente do Detran-RJ, para garantir proteção institucional às atividades do grupo. A PF identifica uma contratação suspeita de uma empresa ligada a Canella durante a gestão de Amim, além de movimentações financeiras que indicam enriquecimento ilícito.

A investigação aponta para a Brumar Empreendimentos e Participações, empresa da qual Canella é sócio, como um mecanismo de lavagem de dinheiro. Documentos mostram que ele recebeu mais de R$ 1,4 milhão da companhia em operações consideradas suspeitas, além de movimentações elevadas em sua conta bancária, envolvendo transferências para familiares e aliados.

O Luxo e a Opulência

Durante as buscas realizadas em julho, a PF apreendeu itens de luxo na residência de Canella, incluindo relógios de marcas renomadas, carros e até armas. Essas apreensões alimentam as suspeitas de que Canella se beneficiou financeiramente de atividades ilícitas, reforçando a imagem de um político imerso em um esquema de corrupção que ultrapassa as fronteiras da legalidade.

Esses eventos ressaltam a gravidade das investigações em curso e a necessidade de reforçar os mecanismos de combate à corrupção e ao crime organizado, elementos que ameaçam a integridade das instituições públicas e a segurança da população.

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