
Dois homens presos e uma investigação em andamento
Na madrugada de terça-feira (16), o Paraguai foi cenário de um mega-assalto a bancos e uma casa de câmbio, perpetrado por um grupo de mais de 20 criminosos em Santa Rita, cidade localizada a cerca de 70 quilômetros da fronteira com o Brasil. Os suspeitos, José Cuevas Yegros e Ramon Leonardo Bogado, ambos paraguaios, foram capturados durante operações da polícia paraguaia em Emboscada, na região de Caacupé, próximo à capital, Assunção.
Detalhes da prisão e apreensões
Os homens foram detidos após a polícia realizar buscas em residências relacionadas à investigação. Durante a operação, foram apreendidos celulares e uma mochila que podem ser cruciais para elucidar a participação dos detidos no crime. Atualmente, ambos permanecem em custódia enquanto as autoridades buscam identificar outros membros da quadrilha.
Conexões com indivíduos brasileiros
As investigações se aprofundam na possível participação de cidadãos brasileiros no assalto. Relatos de testemunhas indicaram que alguns dos criminosos conversavam em português durante a ocorrência. O chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dure Rios, afirmou que há uma colaboração entre paraguaios e brasileiros nesse tipo de operação criminosa.
A ação audaciosa e suas consequências
O plano orquestrado pelos criminosos envolveu ataques simultâneos a três bancos e uma casa de câmbio, utilizando armas de grosso calibre e explosivos. As instituições financeiras atacadas incluem o Banco Familiar e o Banco GNB, além do Banco Ueno. De acordo com investigações, essa ação é considerada o segundo maior assalto da história do Paraguai.
O impacto na segurança pública
Durante a execução do crime, quatro policiais que patrulhavam a área foram cercados pelos assaltantes, resultando no roubo de armamentos da corporação. Apesar da troca de tiros, os policiais conseguiram se refugiar.
Evasão e medidas de segurança
No momento da fuga, os assaltantes provocaram incêndios em veículos em pontos estratégicos da cidade e espalharam ‘miguelitos’, artefatos projetados para furar pneus. As autoridades locais ainda não divulgaram o montante exato roubado, mas o chefe da polícia estimou os danos em milhões de guaranis.
Busca por suspeitos e reforço nas operações
A Polícia Nacional do Paraguai emitiu alertas de captura para as regiões de Alto Paraná, Caazapá, Caaguazú e Itapúa. As investigações estão sendo conduzidas por equipes especializadas de criminalística e pelo Ministério Público do Paraguai, que atuam em conjunto para localizar os outros envolvidos e evitar futuras ações.
Conclusão
A audaciosa abordagem deste mega-assalto destaca não apenas as falhas de segurança, mas também a necessidade de uma resposta coordenada entre as autoridades paraguaias e brasileiras no combate ao crime organizado que desafia as fronteiras.




