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Michigan elege primeiro senador muçulmano nos Estados Unidos

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DETROIT (United States), 04/11/2026.- US Senator-elect Abdul El-Sayed (R) thanks his wife, Sarah Jukaku (L), during Michigan Democrats' election night watch party in Detroit, Michigan, USA, 04 November 2026. The 2026 midterm elections will determine congressional control and shape the final two years of President Donald Trump's term (Elecciones) EFE/EPA/SARAH YENESEL

Abdul El-Sayed, de 42 anos, fez história ao vencer a disputa pelo Senado em Michigan, tornando-se o primeiro muçulmano a ser eleito para a Casa. O candidato democrata derrotou o republicano Mike Rogers, conquistando a cadeira anteriormente ocupada por Gary Peters, que optou por não concorrer à reeleição.

Natural da região metropolitana de Detroit e filho de um imigrante egípcio, El-Sayed estudou em escolas públicas e se formou na Universidade de Michigan. Ele prosseguiu seus estudos em medicina na Universidade Columbia, em Nova Iorque, e obteve um doutorado em saúde pública pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, como bolsista do programa Rhodes. Apesar de sua formação médica, ele não completou a residência nem obteve licença para exercer a medicina.

Focado na saúde pública, El-Sayed foi nomeado diretor do Departamento de Saúde de Detroit em 2015, cargo que ocupou por dois anos. Entre 2022 e 2025, liderou o Departamento de Saúde, Serviços Humanos e Assuntos de Veteranos do condado de Wayne, que atende cerca de 1,8 milhão de pessoas. Durante sua gestão, ele implementou iniciativas significativas, como a remoção de chumbo de escolas e a ampliação do acesso à naloxona, medicamento crucial na reversão de overdoses de opioides.

El-Sayed também participou da criação de um programa que pode cancelar até 700 milhões de dólares em dívidas médicas de aproximadamente 300 mil residentes de Michigan. Sua trajetória política começou a ganhar destaque em 2018, quando concorreu ao governo de Michigan pelo Partido Democrata, embora tenha perdido as primárias. O retorno às urnas em 2026 foi marcado por uma campanha centrada em tópicos como a ampliação do acesso à saúde através do Medicare for All e a redução da influência de grandes empresas nas eleições.

Porém, sua campanha não foi isenta de controvérsias. El-Sayed enfrentou críticas por sua oposição à ajuda militar dos Estados Unidos a Israel e classificou as ações israelenses em Gaza como genocídio, posicionamentos que geraram debates acalorados durante sua campanha.