Operação Denário: um golpe no comércio varejista
Agentes da Delegacia Fazendária (Delfaz) iniciaram, nesta quinta-feira, a primeira fase da Operação Denário, um esforço coordenado para desmantelar um vasto esquema de sonegação fiscal que abarca diversas empresas do comércio varejista no estado do Rio de Janeiro.
A investigação é fruto de uma colaboração entre a Polícia Civil e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ), e revelou dívidas tributárias alarmantes que ultrapassam a marca de R$ 100 milhões. Este desfalque significativo nas receitas públicas levanta questões sérias sobre a integridade de empresas que operam na região.
Como funcionava o esquema
Os investigadores explicam que o esquema era mantido por meio da abertura de diversas empresas em nome de “laranjas”. Embora os proprietários formais apresentassem identidades distintas, todos os estabelecimentos comerciais estariam interligados a um núcleo empresarial central. Isso sugere a existência de um planejamento estratégico para ocultar os verdadeiros responsáveis.
O foco da investigação recai sobre um dos principais gestores da operação, que teria utilizado intermediários para disfarçar sua participação nas atividades comerciais. O modus operandi do grupo parece ter sido cuidadosamente elaborado para dificultar a identificação dos responsáveis e, assim, permitir a redução ou mesmo a eliminação ilegal de impostos.
O processo investigativo
Com o cruzamento de dados minuciosos durante as investigações, a polícia conseguiu identificar débitos tributários superiores a R$ 100 milhões que estão relacionados ao conjunto de empresas deste grupo criminoso.
Nesta fase inicial da Operação Denário, os agentes estão em busca de documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam ser cruciais para esclarecer o funcionamento exato do esquema e identificar todos os envolvidos. A investigação continuará avançando para quantificar as irregularidades encontradas e apurar com precisão as responsabilidades dos envolvidos.

