Escândalo de Lavagem de Dinheiro no Rio de Janeiro
A Polícia Federal prendeu seis indivíduos durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, revelando um esquemático intenso de lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro. Entre os detidos, estão o deputado estadual eleito e ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Vinicius Amim Fernandes.
O esquema criminoso teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, utilizando uma rede de postos de combustíveis como fachada. A investigação revelou que o grupo contava com núcleos distintos, responsáveis pela articulação política, movimentação financeira e proteção institucional para ocultar suas atividades ilícitas.
Cadência das Investigações
O início da apuração se deu através de relatórios do Coaf, que trouxeram à tona indícios de atividades suspeitas.
A análise de dados bancários e comunicações, além de materiais apreendidos em fases anteriores, fundamentou a vasta investigação que culminou nas prisões.
Dentre os presos, cada um tinha um papel crucial no funcionamento da organização. Canella atuava como um elo entre empresários e agentes públicos, e Fernandes como operador institucional, oferecendo proteção ao grupo.
Papel dos Detidos no Esquema Criminoso
Outros envolvidos na operação incluem Pablo Russo, apontado como o principal operador econômico, que controlava a rede de postos, e José Carlos Alves de Souza Júnior, responsável pela distribuição das finanças do grupo. Os secretários Christiano e Giovanni Gaspar Fernandes eram supostos sócios ocultos, envolvidos em atividades financeiras ilícitas.
A PF confirmou que, além das prisões, foram cumpridos 16 mandados de busca em sete municípios e a Justiça suspendeu atividades de 112 empresas ligadas ao esquema criminoso.
A Corregedoria-Geral de Polícia Civil reafirmou seu compromisso de colaborar com as investigações e agir contra desvios de conduta.
Repercussões e Defesas
As defesas dos detidos se pronunciaram, hermeticamente questionando as acusações e solicitando acesso aos autos. A operação revelou a complexidade das relações entre políticos e forças de segurança, expandindo o debate sobre corrupção no setor público no Brasil.


