O resultado da apuração das urnas no domingo, 4, mostrou que muitos senadores não conseguiram se reeleger para mais oito anos de mandato, entre eles nomes importantes, como os de Ciro Nogueira (PP-PI), presidente do Progressistas, e de Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo Lula no Congresso Nacional.
Ao todo, dezoito senadores que tentavam a reeleição não vão voltar a sentar em suas cadeiras na Casa a partir de fevereiro de 2027.
Confira abaixo a lista dos senadores derrotados por estados:
Acre
Sergio Petecão (PSD): ficou em sexto lugar, com 10,38% dos votos válidos (90. 849 votos).
Alagoas
Renan Calheiros (MDB): ficou em terceiro lugar, com 22,39% (709. 173 votos). Ele era senador desde 1995 e tentava conquistar o seu quinto mandato.
Amapá
Randolfe Rodrigues (PT): ficou em terceiro lugar, com 18,55% (163. 857 votos). É líder do governo Lula no Congresso Nacional e tentava conquistar seu terceiro mandato como senador.
Bahia
Angelo Coronel (Republicanos): ficou em terceiro lugar, com 20,23% (2. 845. 421 de votos). Perdeu a vaga para o ex-ministro Rui Costa (PT), que foi o candidato mais votado do estado para o cargo de senador. Assim como ele, Jaques Wagner (PT) também tentava a reeleição, mas o petista teve sucesso. Coronel era aliado dos petistas no estado até este ano, quando o PT decidiu que lançaria dois candidatos, excluindo-o da aliança. Ele mudou de partido, do PSD para o Republicanos, mas acabou não tendo sucesso em sua empreitada eleitoral.
Distrito Federal
Leila do Vôlei (PDT): ficou em terceiro lugar, com 21,25% (686. 340 votos).
Espírito Santo
Fabiano Contarato (PT): ficou em quarto lugar, com 12,94% (521. 431 votos). Ele era o único senador da República assumidamente LGBT+ do Brasil.
Marcos do Val (Avante): ficou em sexto lugar, com 4,17% (167. 900 votos).
Goiás
Vanderlan Cardoso (PSD): ficou em quinto lugar, com 9,48% (633. 502 votos).
Maranhão
Weverton Rocha (PDT): ficou em quarto lugar, com 15,19% (1. 078. 115 votos).
Eliziane Gama (PT): ficou em quinto lugar, com 9,75% (691. 994 votos). Evangélica, por diversas vezes conseguia dialogar com o eleitor ligado a essa religião pelo lado do progressismo e até da esquerda.
Minas Gerais
Carlos Viana (PSD): ficou em terceiro lugar, com 17,47% (3. 569. 261 votos).
Mato Grosso do Sul
Soraya Thronicke (PSB): ficou em quarto lugar, com 13,07% (340. 788 votos). Nos seus oito anos de mandato, mudou completamente de lado, tendo sido eleita em 2018 com apoio de Jair Bolsonaro, disputado as eleições de 2022 em oposição a ele e a Lula e, mais recentemente, migrado para a base de apoio ao petista. No seu estado, ambos os senadores eleitos em 2026 são do PL e ligados ao bolsonarismo.
Mato Grosso
Carlos Fávaro (PSD): ficou em quarto lugar, com 11,50% (411. 020 votos).
Pará
Zequinha Marinho (Pode): ficou em quarto lugar, com 21,07% (1. 887. 564 votos).
Piauí
Ciro Nogueira (PP): ficou em terceiro lugar, com 24,68% (902. 026 votos). Um dos principais caciques políticos do seu estado, Nogueira é também presidente nacional do Progressistas e tentava a reeleição para um terceiro mandato no Senado.
Rio Grande do Norte
Zenaide Maia (PSD): ficou em terceiro lugar, com 17,47% (630. 071 votos).
Roraima
Chico Rodrigues (PSB): ficou em quarto lugar, com 13,43% (81. 845 votos).
Santa Catarina
Esperidião Amin (PP): ficou em terceiro lugar, com 15,31% (1. 233. 034 votos), após ser preterido pelos Bolsonaro e abandonar a chapa de apoio ao governador Jorginho Mello (PL) — que só tinha candidatos do seu partido a seu lado. Ele tentava a reeleição para um segundo mandato, mas já havia sido senador outra vez nos anos 1990.





