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Pedrinho promete ‘judicializar o Maracanã’ após veto da dupla Fla-Flu

Em meio às movimentações sobre qual será o estádio do Vasco no jogo de volta da semifinal da Sul-Americana, contra o Boca Juniors, da Argentina, o presidente Pedrinho deu um ultimato. O Cruz-Maltino tenta viabilizar a realização do duelo em São Januário. Caso esta opção não seja impossível, o dirigente prometeu "judicializar o Maracanã", para tentar reverter veto do consórcio Fla-Flu.

"Eu vou judicializar o Maracanã. Hoje, inclusive" afirmou o mandatário, nesta quarta-feira (30), em entrevista ao jornalista Igor Rodrigues, da "Cazé TV".

Na sequência, Pedrinho enumerou a lista de prioridades do clube para receber o rival argentino. Segundo ele, São Januário é o primeiro lugar disparado, mesmo que o Boca Juniors tenha 4 mil ingressos visitantes, por exigência do regulamento da Conmebol.

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"A minha prioridade contra o Boca é São Januário. Independente que sejam quatro mil torcedores", prosseguiu, antes de colocar o estádio da Tijuca como plano B: "Maracanã. Se eu tenho a possibilidade da negativa em São Januário, eu vou judicializar o Maracanã". Por fim, colocou o Estádio Nilton Santos como terceira opção: "Sempre nos atendeu muito bem".

Consórcio Fla-Flu negou utilização do Maracanã

Nesta segunda-feira (28), o consórcio formado por Flamengo e Fluminense, responsável pela administração do Maracanã, negou o pedido de utilização do estádio apresentado pelo Vasco. A dupla indicou a sequência ininterrupta de jogos e o desgaste do gramado, que está sendo reformado nesta Data Fifa, como argumentos para o veto.

Porém, o Cruz-Maltino pode entrar na Justiça, como cogitou Pedrinho, em busca de uma liberação para utilizar o estádio. O clube já recebeu visitantes no Maracanã em diversas ocasiões e tem o entendimento interno de estar sendo impedido pelos rivais de exercer um direito próprio.

Por que o Vasco quer jogar no Maracanã?

Como reforçado por Pedrinho, a ideia inicial do Vasco seria receber o Boca Juniors em São Januário. No entanto, para isso, o clube precisaria ampliar a carga da torcida visitante para 4 mil ingressos. Sem contar que teria de conseguir uma exceção da Conmebol para jogar no estádio, que tem capacidade para 22 mil pessoas, número abaixo do mínimo de 30 mil exigido no regulamento da competição.

Caso a partida seja transferida para o Maracanã, não só a capacidade excederia com sobras o piso determinado pela entidade, como a torcida vascaína também poderia participar em maior quantidade. Além disso, os 4 mil lugares destinados ao time argentino representariam porcentagem menor do público total.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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