Investigação da PF sobre Flávio Bolsonaro
A Polícia Federal (PF) anunciou, no dia 28 de outubro, que está aprofundando as investigações sobre a fuga do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. O senador desobedeceu uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impedia sua saída do país e determinava a entrega de seus passaportes, tanto pessoal quanto diplomático.
A ordem foi emitida logo após a derrota de Flávio para Luiz Inácio Lula da Silva, no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no dia 25 de outubro. Este cenário de grande tensão política levou a PF a agir rapidamente, solicitando ao STF medidas cautelares para evitar a fuga do parlamentar.
Inquéritos em Andamento
Flávio Bolsonaro está sob investigação em dois inquéritos que tramitam no STF. Um deles envolve suspeitas de lavagem de dinheiro em parceria com o advogado Willer Tomaz, utilizando plataformas de apostas online. O outro foca no financiamento do filme “Dark Horse”, que narra a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a PF, Flávio cruzou a fronteira com a Argentina no dia 27 de outubro e embarcou em um jato particular rumo aos Estados Unidos, acompanhado da esposa e das duas filhas. Curiosamente, a PF não encontrou registros de que Flávio tivesse passado por qualquer posto de controle migratório no Brasil durante sua fuga.
Implicações Legais
O pedido por medidas restritivas por parte da PF foi atendido por Moraes, que, além de cancelar os passaportes de Flávio, também proibiu o senador de deixar o país e de manter contato com outros investigados no mesmo caso, que envolve lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em meio a isso, o advogado Willer Tomaz, uma figura próxima a Flávio, também é um dos alvos da investigação, mas ambos negam qualquer irregularidade.
A PF ressaltou que, apesar das restrições aos documentos de viagem, isso não caracteriza automaticamente a condição de foragido, o que limita a possibilidade de medidas cautelares mais drásticas, como prisão e vigilância constante. O órgão se comprometeu a atuar dentro da legalidade e respeitar as determinações judiciais.


