Introdução ao Caso Master
A Polícia Federal (PF) dará um passo significativo nesta quarta-feira (14) ao iniciar a produção de relatórios relacionados ao Caso Master, que envolve menções a seis ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e ao menos dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ). As investigações foram impulsionadas por informações obtidas a partir de conversas nos celulares de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel.
Autorização do STF para Investigação
A produção desses relatórios ocorre após a autorização expressa do ministro Edson Fachin, presidente do STF. Fachin orientou a cúpula da PF a criar e encaminhar relatórios sobre o caso, que até então estava sem uma definição clara dentro da instituição policial.
Detalhes da Reunião entre Fachin e a PF
O destino do material extraído e mencionado foi definido em uma reunião realizada na terça-feira (13) entre Fachin e altos membros da PF, incluindo o diretor-geral Andrei Rodrigues. Durante o encontro, Fachin enfatizou que ações de investigação que envolvem ministros devem sempre ter a aprovação do plenário do STF.
Natureza dos Relatórios da PF
Os relatórios que a PF começará a elaborar têm um caráter estritamente informativo e descritivo. Isso implica que o conteúdo será entregue à Procuradoria Geral da República (PGR) e ao STF para que decidam sobre a necessidade de investigações mais profundas. Por exemplo, o último julgamento que envolveu a possibilidade de investigação do ministro Alexandre de Moraes foi suspenso após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Relatórios Anteriores e Implicações
Em fevereiro de 2026, a PF já havia apresentado a Fachin um relatório preliminar que incluía menções ao ministro Dias Toffoli, abrangendo cerca de 200 páginas. Este documento indicava mais de dez encontros entre Vorcaro e Toffoli e trazia discussões sobre pagamentos e aspectos relacionados à empresa familiar do ministro, a Maridt, e ao resort Tayayá, no Paraná.
Importante ressaltar que o material não se configurou como um relatório final de indiciamento, mas sim como um levantamento de dados cuja finalidade era subsidiar investigações futuras. Após o envio desse material, Toffoli se afastou da relatoria dos processos associados ao Banco Master, com o ministro André Mendonça assumindo o cargo. Mais tarde, em fevereiro, Fachin arquivou partes do relatório que tratavam de suspeição.


