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Aylo Anuncia Restrição de Novos Cadastros no Reino Unido
A Aylo, empresa controladora de plataformas de conteúdo adulto como Pornhub, Redtube e YouPorn, anunciou que, a partir de 2 de fevereiro, não aceitará novos usuários no Reino Unido. A decisão surge em meio a críticas da companhia ao Online Safety Act (OSA), a nova legislação britânica que intensificou as exigências de verificação de idade para acesso a conteúdos impróprios para menores.
Em vigor há aproximadamente seis meses, o OSA provocou uma redução drástica nos acessos aos principais sites pornográficos do Reino Unido. O Pornhub, por exemplo, registrou a perda de mais de 1 milhão de visitas em apenas duas semanas, conforme dados da empresa de análise Similarweb. A lei estabelece multas substanciais, que podem atingir até 18 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 134 milhões) ou 10% da receita global da empresa, para casos de descumprimento.
A Aylo esclareceu que usuários britânicos que já tiverem realizado a verificação de idade até a data limite de 2 de fevereiro manterão o acesso às plataformas através de suas contas existentes. A restrição aplica-se exclusivamente a novos cadastros, e a empresa já implementou bloqueios semelhantes em outros países por razões análogas.
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Críticas da Aylo ao Online Safety Act
No comunicado oficial, a Aylo criticou diretamente o OSA, argumentando que a lei 'não atingiu seu objetivo pretendido de proteger menores'. Alex Kekesi, vice-presidente de Marca e Comunidade da Aylo, afirmou que a legislação desviou o tráfego para 'cantos mais obscuros e não regulamentados da internet', colocando em risco a privacidade e os dados pessoais dos cidadãos do Reino Unido, visto que milhares de sites pornográficos menores continuam facilmente acessíveis e sem regulamentação.
Outro ponto central das críticas da empresa reside no impacto da verificação de idade sobre a privacidade e a coleta de dados sensíveis. A nova lei proíbe o uso de simples declarações de maioridade, exigindo métodos mais rigorosos como estimativas de idade por escaneamento facial, envio de documentos de identidade ou checagens via cartão de crédito. Em contrapartida, a Aylo defende um modelo de verificação baseado em dispositivos, onde celulares, tablets e computadores seriam configurados por padrão como 'seguros para crianças', cabendo aos adultos desativar essa proteção.