Por Karilayn Areias
Renato Aragão, de 91 anos, e a filha mais velha, Juliana Rangel Aragão, de 49, terão uma audiência de conciliação marcada pela Justiça do Rio de Janeiro para discutir uma disputa financeira. A sessão está prevista para 26 de outubro, às 13h, dentro de uma ação na qual Juliana cobra R$ 872.485,58 do pai.
O processo tramita na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital e ainda não teve julgamento de mérito. A audiência terá como objetivo buscar um acordo entre as partes, sem representar uma decisão da Justiça sobre a origem ou a destinação do dinheiro.
Segundo a versão apresentada por Juliana no processo, a discussão envolve R$ 950 mil que teriam sido emprestados ao pai em dezembro de 2018. Ela afirma que o dinheiro veio da venda de um imóvel que havia recebido como herança da mãe e que ficou estabelecido que a quantia seria devolvida até 31 de dezembro de 2023.
Ainda de acordo com a ação, aproximadamente R$ 77 mil foram pagos, restando um saldo que atualmente corresponde ao valor de R$ 872.485,58 indicado na causa.
Juliana também afirma que parte da administração de seus recursos era realizada pela madrasta, Lilian Aragão. Conforme a narrativa apresentada pela filha, eram solicitados recibos relacionados a pagamentos e despesas realizados durante o período em que ela morava na casa do pai.
Família de Renato contesta versão sobre o dinheiro
Segundo o comunicado, teria sido firmado um acordo, com orientação jurídica, para que parte do patrimônio recebido por Juliana como herança fosse administrada pelo pai. A justificativa apresentada pela família era proteger e organizar os recursos para que fossem utilizados pela filha ao longo do tempo.
Juliana mora atualmente em Santa Catarina e solicitou autorização para participar da audiência por videoconferência. Segundo o pedido apresentado à Justiça, o deslocamento até o Rio de Janeiro teria um custo elevado para ela e seus advogados. Até a atualização mais recente, a autorização ainda não havia sido concedida.
O caso também envolve questões familiares que já haviam sido mencionadas publicamente antes da ação. Em abril de 2025, Renato negou ao F5 que tratasse Juliana de maneira diferente dos demais filhos por ela ser adotiva ou por sua orientação sexual.
“A Juliana é minha filha tanto quanto o Paulinho, o Ricardo, o Renato Jr. e a Lívian. Nunca fiz diferença, nem pela escolha sexual dela nem por ser adotiva. Filho é filho”, afirmou o humorista na ocasião.
Naquele período, Juliana também havia relatado dificuldades financeiras, enquanto Renato declarou que sempre a ajudou quando ela precisou.





