Criação da Reserva Marinha Urupirá
O estado do Rio de Janeiro anunciou a criação da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Marinha Urupirá, uma nova unidade de conservação que abrange 3 mil hectares na região entre Barra de Guaratiba e Recreio dos Bandeirantes. Esta área, agora protegida, inclui ilhas, costões rochosos e áreas submersas, tornando-se crucial para a conservação dos ecossistemas marinhos da Zona Sudoeste.
O decreto que oficializa a reserva foi publicado no Diário Oficial no dia 16 de outubro de 2026, e estabelece diretrizes específicas para o uso sustentável dos recursos naturais. A nova unidade focará na colaboração com pescadores artesanais, garantindo sua participação na gestão da área e assegurando que atividades tradicionais possam continuar sem comprometer a preservação ambiental.
Objetivos e Diretrizes da Reserva
Os objetivos da Reserva Urupirá são claros: conservar e recuperar os estoques pesqueiros, além de proteger locais importantes para a alimentação e reprodução de diversas espécies marinhas. Para que isso aconteça, o plano de manejo, a ser elaborado posteriormente, vai detalhar áreas de proteção integral e de uso sustentável, embora não especifique atividades turísticas permitidas ou proibidas até o momento.
Além disso, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) será o responsável pela administração da unidade. Uma das principais ações será o combate à pesca ilegal, com medidas específicas sendo implementadas para monitorar a atividade pesqueira e a saúde dos estoques de peixes, fundamentais para a economia local.
Reconhecimento das Comunidades Tradicionais
O reconhecimento das comunidades pesqueiras será outro aspecto relevante, com a possibilidade de cadastro como beneficiárias da unidade. Para isso, critérios como a relação histórica, cultural, social e econômica com a região marinha serão considerados, permitindo que essas populações continuem utilizando os recursos naturais de forma responsável.
O impacto direto da criação da Reserva Marinha Urupirá dependerá, em grande parte, da implementação eficaz dessas diretrizes e do envolvimento das comunidades locais na gestão. Enquanto a construção do plano de manejo está em andamento, a expectativa é que essa nova medida traga benefícios para a preservação ambiental e para o sustento das comunidades artesanais da região.

