
O Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) da Argentina revelou que o número de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza recuou para 8,5 milhões no segundo semestre de 2025. Isso representa 28,2% da população, uma redução significativa em relação ao primeiro semestre, quando 31,6% estavam nessa condição.
Cenário Atual da Pobreza na Argentina
O relatório do Indec, que abrange 31 aglomerados urbanos, destaca que cerca de 6 milhões de argentinos saíram da pobreza entre os primeiros e segundos semestres de 2025. No entanto, ao projetar esses números para todo o país, estima-se que aproximadamente 13,2 milhões de pessoas ainda vivem em condições precárias.
Impacto no Cotidiano e na Indigência
Além dos dados sobre pobreza, o estudo também revelou que 1,9 milhão de pessoas estão em situação de indigência, o que equivale a 6,3% da população avaliada. Essa taxa representa uma leve diminuição em relação ao semestre anterior, quando 2,1 milhões estavam nessa condição. O Indec considera indigentes aqueles sem acesso a uma cesta de alimentos que satisfaça suas necessidades energéticas e proteicas.
Desafios Econômicos e Crescimento do PIB
Apesar do recuo na pobreza, a Argentina ainda enfrenta desafios econômicos significativos. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,4% em 2025, marcando a primeira alta desde a gestão de Javier Milei. Contudo, esse crescimento foi concentrado em setores específicos, enquanto o consumo interno permanece fraco e o desemprego alcançou 7,5%, o maior desde a pandemia de Covid-19.
Análise do Especialista
Os especialistas apontam que, embora o crescimento do PIB seja um sinal positivo, a realidade econômica da Argentina ainda exige atenção. Federico Servideo, da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira, destaca que o ajuste fiscal promovido por Milei impactou diretamente o consumo interno, refletindo em um cenário de baixa atividade econômica e desafios na criação de empregos.
O Que Isso Significa Para o Leitor
Para os argentinos, as recentes estatísticas sobre a pobreza oferecem uma luz de esperança em meio às dificuldades econômicas. No entanto, a recuperação do consumo e a geração de empregos ainda são cruciais para garantir uma melhoria real nas condições de vida. A redução na pobreza é um passo, mas a luta contra a inflação e o desemprego continua sendo uma prioridade para o governo e sociedade.
Perspectivas Futuras
O ano de 2025 pode ser visto como um período de transição para a economia argentina. As reformas implementadas por Javier Milei podem ter efeitos a longo prazo, mas a estabilidade econômica ainda requer um equilíbrio entre crescimento e inclusão social. A capacidade do governo de traduzir melhorias macroeconômicas em benefícios tangíveis para a população será determinante nos próximos anos.



