Escândalo Envolve o Presidente do TCE-MT
O presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, encontra-se no centro de um grave escândalo após a revelação de que recebeu R$ 15,4 milhões em “folha paralela”.
O valor, retirado em dinheiro vivo em aproximadamente 150 saques, foi apontado em uma decisão judicial que determinou sua prisão preventiva nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026.
Suspeitas de Favorecimento e Corrupção
A investigação partiu de uma denúncia anônima, que sugeriu que Sérgio Ricardo encerrou contratos com algumas empresas em um suposto esforço de contenção de gastos.
Contudo, ele manteve e até ampliou os pagamentos a outras empresas, criando um esquema de favorecimento.
Segundo documentos judiciais, os pagamentos mensais do TCE-MT aumentaram de R$ 67 milhões para R$ 80 milhões no período em questão. Empresas como a NSA Serviços Terceirizados e a TIS Publicidade foram mencionadas, com receitas elevadas em 327% e 291%, respectivamente, enquanto outros fornecedores enfrentavam atrasos nos pagamentos.
Relatórios de Inteligência e Estrutura Criminosa
Relatórios de inteligência financeira sugerem que os saques frequentes e de altos valores das contas de Sérgio Ricardo têm ligação com a conversão de dinheiro da instituição em dinheiro vivo.
A decisão judicial afirmou que o presidente do TCE-MT liderava uma estrutura formada por operadores financeiros responsável por essa conversão, potencializando as suspeitas de corrupção e fraudes.
Consequências e Implicações Legais
O ministro OG Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), justificou a prisão preventiva alegando que a influência de Sérgio Ricardo sobre servidores e contratos poderia comprometer a investigação.
Essa situação levanta preocupações sobre a continuidade das irregularidades e a possível obstrução da justiça.
Esta prisão ocorreu no âmbito da operação denominada Tomada de Contas, que investiga irregularidades na gestão de contratos administrativos e pagamentos a servidores do tribunal. Os delitos podem incluir crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


