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Torcedores do Irã e Haiti proíbidos de entrar nos EUA na Copa

Questões de Segurança e Proibições

Cidadãos do Irã e do Haiti enfrentam restrições severas para ingressar nos Estados Unidos, a partir de uma decisão polêmica do governo de Donald Trump. Com a participação de ambos os países na próxima Copa do Mundo, a situação para torcedores se torna crítica, impedindo muitos de acompanharem os jogos ao vivo. Esta ordem foi assinada em junho de 2025 e também afeta cidadãos de outros 17 países, em uma medida que busca preservar a segurança nacional.

Motivações da Proibição

O ex-presidente Trump justificou a restrição citando a necessidade de evitar possíveis ataques terroristas e outras ameaças à segurança. A Casa Branca informou que atletas, treinadores e familiares próximos estão has condições de isenção, mas torcedores comuns encontraram barreiras. O governo também exclui residentes permanentes e cidadãos com dupla nacionalidade portadores de passaportes de países isentos das restrições.

Irã em um Cenário Difícil

No caso do Irã, as complicações aumentaram em 2025, quando o país foi alvo de uma ofensiva dos Estados Unidos. A participação da seleção iraniana na Copa gerou incertezas, principalmente porque seus jogos da fase de grupos ocorrerão em solo norte-americano. Apesar de os jogadores terem recebido vistos, cerca de 15 membros da comissão técnica foram barrados ao tentar entrar no país.

Devido a essas dificuldades, a seleção optou por se estabelecer em Tijuana, México, visando facilitar a logística. Contudo, a Federação de Futebol do Irã enfrentou um revés quando perdeu sua cota de ingressos, um direito regulamentado pela FIFA que assegura que uma parte dos ingressos sejam reservados às federações nacionais.

Situação dos Torcedores Haitianos

A história do Haiti também é preocupante. Muitos imigrantes haitianos nos EUA expressam receio em participar da Copa por medo de detenções. O temor é especialmente palpável entre comunidades latino-americanas, uma vez que o histórico de deportações após eventos esportivos levanta bandeiras de alerta. Um imigrante, Emile, compartilhou que “cantar o hino nacional é um momento histórico, mas a possibilidade de ser preso pelo ICE é aterrorizante”.

Aumento da Vigilância e Violações

Organizações de direitos humanos como a Human Rights Watch alertaram sobre a intensificação das ações do ICE nas áreas próximas aos estádios. Um alerta de viagem de mais de 120 organizações de direitos civis destacou o risco de detenções e discriminação. Embora o governo Trump minimizou essas preocupações, a insegurança persiste entre os torcedores.

O Ponto de Vista da FIFA

A FIFA se posicionou afirmando seu compromisso com os direitos humanos, prometendo monitorar a situação e proteger todos os envolvidos. As proibições e o estigma enfrentados por torcedores, jogadores e jornalistas levantam a necessidade de um debate mais amplo sobre direitos migratórios durante grandes eventos esportivos.

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