A Ordem Executiva de Trump e suas Justificativas
Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, emitiu uma diretiva ordenando que todas as agências federais americanas interrompam imediatamente o uso de programas de inteligência artificial desenvolvidos pela Anthropic, criadora do modelo Claude, rival do ChatGPT. A medida, anunciada em sua rede social, reflete uma escalada no debate sobre o controle e o uso ético da inteligência artificial em contextos governamentais e de segurança nacional.
A proibição é uma resposta direta às restrições impostas pela Anthropic, que veta o uso de seus modelos de IA para vigilância em massa de cidadãos e para sistemas de armamento autônomos. Trump argumentou que essa postura da empresa compromete a segurança nacional e a capacidade operacional militar dos EUA, afirmando que a decisão sobre as ações das forças armadas deve pertencer exclusivamente aos líderes nomeados pelo governo e não a uma entidade privada.
A Ordem Executiva de Trump e suas Justificativas
O ex-presidente criticou veementemente a posição da Anthropic, declarando que o 'egoísmo deles está colocando vidas americanas em risco, nossas tropas em perigo e nossa segurança nacional sob ameaça'. Ele enfatizou que os EUA não precisam, não querem e não farão mais negócios com a empresa, estabelecendo um período de transição de seis meses para que órgãos como o Departamento de Guerra cessem o uso de todas as tecnologias da Anthropic. Trump ameaçou usar 'todo o poder da presidência' para garantir a conformidade, com 'graves consequências civis e criminais' para a Anthropic caso não colabore durante esse período.
A Anthropic, por sua vez, reiterou sua recusa em permitir o uso irrestrito de suas ferramentas pelo Departamento de Guerra, citando preocupações éticas. Apesar de possuir um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono desde 2025 para fornecimento de IA e de seu modelo Claude ter sido supostamente utilizado em operações militares, o CEO Dario Amodei tem expressado consistentemente suas reservas quanto ao uso governamental sem restrições da inteligência artificial.
A declaração de Trump na sexta-feira marcou o fim de um ultimato imposto pelo governo, cuja data limite foi definida após uma reunião entre Amodei e o então Secretário de Guerra, Pete Hegseth. O Pentágono havia indicado que, em caso de não conformidade, a empresa enfrentaria uma ordem de cumprimento forçado com base na Lei de Produção de Defesa, que confere ao governo federal amplos poderes para obrigar empresas a cooperar em questões de defesa nacional.