
Medidas de Proteção à Indústria Siderúrgica
A Comissão Europeia anunciou, em 30 de outubro, novas regras de importação para o aço visando fortalecer a indústria siderúrgica do bloco. Com a intenção de elevar o uso da capacidade das usinas para 80%, a medida propõe uma redução de 47% no volume de aço isento de tarifas, limitando a entrada anual a 18,3 milhões de toneladas.
Imposição de Tarifas Severas
Para os embarques que excederem essa cota, será aplicada uma tarifa de 50% em 26 categorias de produtos siderúrgicos. Essa mudança representa uma intensificação das políticas de defesa comercial do bloco, já que atualmente há uma tarifa de 25% sobre o aço importado que ultrapasse as cotas.
Acordos e Distribuição de Cotas
Das novas cotas, metade será destinada a países com acordos de livre comércio com a União Europeia. As outras metades estão disponíveis para todos os parceiros, permitindo uma maior flexibilidade na distribuição. Esses países terão cotas específicas, baseadas em seu histórico de exportações, para garantir que a maioria não seja excessivamente afetada por essas novas restrições.
Contexto Global e Efeitos Internacionais
As mudanças visam responder ao excesso de produção e a práticas de dumping que pressionam os preços no mercado global. A Comissão Europeia ressaltou que a capacidade excessiva no setor continua a distorcer o mercado, afetando a competitividade das indústrias locais.
Impacto no Emprego e na Produção
Desde 2008, o setor europeu já perdeu cerca de 100 mil empregos, e sem as novas medidas, as previsões apontam para uma contínua queda na produção de aço. Atualmente, as usinas operam com aproximadamente 65% da capacidade, um número que a Comissão busca elevar com essas novas regulamentações.
Contexto Histórico das Tarifas
Essas regras de salvaguardas foram inicialmente estabelecidas durante o mandato de Donald Trump e continuaram até o dia 30 de outubro. Com as novas medidas em vigor, a União Europeia reforça sua posição frente ao mercado global do aço.



