Expulsão em Massa no Partido Comunista da China
O Partido Comunista Chinês, que exerce controle total sobre a China, anunciou nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, a expulsão formal de 33 funcionários de alto escalão. A decisão foi tomada após uma reunião de quatro dias do Comitê Central em Pequim, onde a magnitude dos expurgos refletiu a política anticorrupção levada a cabo pelo presidente Xi Jinping.
Essas demissões já haviam sido previamente decididas pelo Politburo, um conselho que inclui mais de 20 dos principais dirigentes do governo. Esta ação é parte dos esforços contínuos de Xi Jinping para purgar o partido, especialmente em um momento em que ele busca garantir um quarto mandato no próximo ano.
Alvos da Operação e Contexto Histórico
O comunicado do Comitê Central também esclareceu o paradeiro de autoridades que estavam desaparecidas há meses, sem explicações oficiais, elevando ainda mais a tensão dentro do partido.
Entre os alvos notáveis estão Liu Jianchao, um proeminente ex-diplomata e chefe do departamento internacional do partido, e Zhong Shaojun, secretário sênior de Xi que teve papel relevante na Comissão Militar Central. Além deles, Zhang Youxia, o general de maior patente da China até ser detido em janeiro, é outro nome ligado a esse processo.
Impacto e Consequências no Comitê Central
A dimensão do expurgo se manifestou nos bancos quase vazios do Comitê Central, que conta com apenas 279 membros atualmente, em comparação aos 376 que o compunham durante o congresso do partido em 2022. Essa redução drástica de quase 100 funcionários ao longo de quatro anos levanta questões sobre a estabilidade interna do partido e a efetividade das campanhas de Xi.
Desde que assumiu o poder há 14 anos, Xi Jinping tem liderado campanhas para eliminar a corrupção e a deslealdade nas esferas do governo e forças armadas. Entretanto, em uma recente reunião, ele expressou preocupação com a continuidade de subornos e deslealdades no serviço público.
A Reunião e o Futuro do Partido
A reunião do Comitê Central não apenas atestou a expulsão de funcionários, mas também reforçou uma disciplina mais rígida entre os líderes do partido. O comunicado oficial reiterou a necessidade de uma postura firme contra a corrupção e o fortalecimento dos mecanismos de controle do poder.
Curiosamente, durante os mesmos encontros, foi aprovada apenas uma promoção — a de Zhang Shengmin, que será promovido ao Politburo por seu trabalho nas investigações de corrupção nas forças armadas.
Além disso, o partido anunciou que seu próximo congresso ocorrerá no segundo semestre de 2027. A expectativa é de que Xi Jinping assegure seu quarto mandato, consolidando seu domínio e tornando-se, assim, um dos líderes mais influentes da China na história recente.


