Mercado de trabalho se fortalece
O mercado de trabalho brasileiro apresentou sinais positivos no trimestre que se encerrou em agosto de 2026, com a taxa de desemprego recuando para 5,3%. Este índice representa o menor nível já registrado para um período de agosto desde que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua começou a ser realizada, em 2012.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira, 29. Em comparação ao trimestre anterior (março a maio), onde a taxa era de 5,6%, houve uma queda de 0,3 ponto percentual.
Crescimento no número de ocupados
Durante o período analisado, 103,5 milhões de pessoas estavam ocupadas, um aumento de 0,8% em relação ao trimestre anterior. Este crescimento resultou na adição de 774 mil trabalhadores ao mercado. Analisando a comparação anual, houve um incremento de 1%, ou 1,1 milhão de pessoas a mais trabalhando.
Dois setores se destacaram nesse avanço: a indústria geral, que registrou crescimento de 2% com 265 mil novas vagas e a construção civil que teve alta de 4,1%, proporcionando 306 mil empregos.
Taxa de desocupação e população desalentada
A taxa de desocupação ficou em 5,8 milhões de pessoas, com uma redução de 4,6% em apenas três meses, perfazendo uma diminuição de 281 mil pessoas nesta situação. Em comparação ao mesmo período do ano passado, essa queda foi de 4,9% (300 mil pessoas).
A população desalentada, que inclui indivíduos que desistiram de buscar emprego, permanece em 2,4 milhões de pessoas. Apesar de estável em relação ao trimestre anterior, houve uma queda de 11,9% ao longo do ano, representando 317 mil desistentes a menos.
Emprego formal e informalidade
O emprego formal no setor privado alcançou a impressionante marca de 39,5 milhões, um recorde na série histórica. Entretanto, a informalidade ainda é uma preocupação, representando 37,5% do mercado, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores.
Esses trabalhadores informais, que incluem aqueles sem carteira assinada e autônomos, não têm acesso a benefícios trabalhistas garantidos, como seguro-desemprego e férias.
Rendimento médio e Previdência
O rendimento médio real dos trabalhadores se manteve em R$ 3.777, com um crescimento de 3,7% na comparação anual. A soma dos rendimentos atingiu R$ 385,6 bilhões, também um recorde, com um aumento de 1,4% em relação ao trimestre anterior.
Além disso, o número de contribuintes da Previdência atingiu 68,5 milhões, significando que a cada 100 trabalhadores, 66,2 fazem contribuições, garantindo acesso a benefícios previdenciários essenciais.
Contextualizando a Pnad Contínua
A Pnad Contínua coleta dados sobre o mercado de trabalho entre pessoas a partir de 14 anos, considerando diversas formas de ocupação e metodologia rigorosa em sua pesquisa, envolvendo aproximadamente 211 mil domicílios.
O menor nível de desemprego na série histórica permanece em 5,1%, registrado no último trimestre de 2025, enquanto que o maior índice, de 14,9%, foi observado durante os trimestres finais de 2020 e início de 2021, marcados pela crise econômica provocada pela pandemia de Covid-19.




