Os Estados Unidos removeram a Síria de sua lista de países proibidos de comprar ou importar armas americanas nesta quarta-feira, 30, na medida em que o governo Donald Trump se aproxima politicamente de Ahmed al-Sharaa, presidente sírio.
O Departamento de Estado americano anunciou a alteração do Regulamento Internacional de Tráfego de Armas (ITAR), removendo a Síria da lista e permitindo vendas de armas dos Estados Unidos.
“Em 19 de agosto de 2026, o secretário de Estado aprovou uma nova política comercial de defesa para a Síria que permitiria a revisão das transferências de artigos e serviços de defesa para a Síria caso a caso”, afirmou a nota. “O secretário instruiu o departamento a codificar essa mudança publicando uma emenda à ITAR removendo a Síria da lista de países para os quais é política dos Estados Unidos negar licenças e outras aprovações para exportações e importações de artigos de defesa e serviços de defesa destinados ou originados nesses países”, completou.
A mudança é o mais recente exemplo do governo Trump flexibilizando as restrições impostas à Síria durante a ditadura de Bashar al-Assad.
Aproximação
Al-Sharaa já havia celebrado, na véspera, a retirada de seu país da lista dos Estados Unidos de países que promovem o terrorismo — uma medida vista como um voto de confiança no presidente sírio e que ocorre enquanto as novas autoridades de Damasco tentam atrair investimentos para reerguer a nação devastada por mais de uma década de guerra civil.
“Hoje, a Síria se livra de uma mancha sombria e vira a página desse capítulo doloroso de seu passado para empreender o caminho do desenvolvimento e da reconstrução”, declarou Shara em um discurso. Ele também expressou seu “profundo agradecimento ao presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump”, e a todas as “nações amigas e solidárias” que ajudaram a Siria.
O Departamento de Estado americano também revogou sua designação da Frente al-Nusra — também conhecida como Hay’at Tahrir al-Sham (HTS) — como organização terrorista global. Al-Sharaa era o líder do grupo, que comandou a ofensiva relâmpago que derrubou Assad em 2024 e chegou a atuar como o braço da Al-Qaeda na Síria, antes de romper vínculos com o grupo jihadista em 2016.
“(A medida) elimina as últimas barreiras importantes para o investimento do setor privado na Síria e promove a recuperação econômica do país e sua reintegração à economia global”, afirmou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em um comunicado.





