O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira, 1º, estar observando “muito de perto” as eleições no Brasil. Embora não tenha mencionado nomes de candidatos, ressaltou que considera o pleito “muito importante”.
“O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante”, disse o mandatário americano a jornalistas na Casa Branca.
Ao contrário de outras eleições no continente, Trump, por ora, não declarou apoio expresso a nenhum candidato brasileiro. No caso da corrida presidencial da Colômbia, ele endossou o ultradireitista Abelardo de la Espriella, que derrotou a esquerda nas urnas em maio deste ano. Em 2025, o ocupante do Salão Oval também chancelou a candidatura de Nasry Asfura, atual presidente de Honduras.
No entanto, Trump vem sendo acusado de interferir nas eleições brasileiras tanto pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como por congressistas democratas e alguns veículos da imprensa internacional, devido a medidas como o tarifaço (o Brasil é alvo de algumas das maiores alíquotas americanas) e a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas (a pauta de segurança, na América Latina, vem favorecendo a direita e extrema direita nos últimos pleitos).
Desde o retorno do republicano à Casa Branca, a América Latina viveu uma onda de vitórias de candidatos ultraconservadores, impulsionados direta ou indiretamente pelo presidente dos Estados Unidos e sua agenda política.
Na semana passada, parlamentares enviaram uma carta ao secretário de Estado, Marco Rubio, para denunciar as supostas interferências. Nesta semana, senadores cobraram da gestão Trump garantias de que Washington aceitará o resultado do pleito, também por meio de um documento enviado a Rubio, em que expressaram “preocupação com ações do governo que ameaçam nossa aliança estratégica com o Brasil”.





