Atenção, trilheiros e amantes do turismo de aventura: o Governo do Estado do Rio acaba de criar o Programa Estadual de Trilhas do Rio de Janeiro (Protrilhas/RJ). Coordenada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a iniciativa, segundo publicação do Jornal Extra, vai reunir trilhas públicas e privadas de diferentes regiões do estado e pretende organizar os percursos, estimular novas rotas e fortalecer o turismo sustentável.
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E opção é o que não falta. Tem caminho para quem quer fazer uma caminhada leve, roteiro para quem busca contato com a natureza e até percursos para os aventureiros que gostam de um bom desafio.
A principal iniciativa do programa é a “Volta ao Rio”, uma supertrilha de longo curso com 3 500 quilômetros. A rota conecta mais de 100 unidades de conservação e atrativos turísticos em dezenas de cidades e reúne diferentes modalidades de aventura, como trekking, cicloturismo, caiaque e remo.
Lançada em junho, a “Volta ao Rio” aproveita percursos que já são conhecidos pelos amantes de aventura. Entre eles estão a Trilha Transcarioca, a Travessia Petrópolis-Teresópolis, caminhos no Parque Nacional do Itatiaia, trechos navegáveis do Rio Paraíba do Sul, o Parque Nacional da Serra da Bocaina, em Paraty, e circuitos ecológicos da Região dos Lagos.
Os organizadores avisam que ninguém precisa encarar todos os quilômetros de uma vez. O programa também contempla percursos bem mais curtos — e alguns deles estão entre os mais procurados pelos visitantes.
Uma das opções é a Trilha do Jequitibá, no Parque Estadual dos Três Picos. Com 500 metros e dificuldade leve, o percurso passa por um riacho e uma caverna até chegar ao jequitibá centenário que dá nome ao caminho.
Com quase 40 metros de altura, a árvore é considerada um símbolo de Cachoeiras de Macacu e é o grande destaque do passeio.
Para quem quer aumentar o nível de aventura, uma opção é a Volta da Ilha Grande. O circuito completo não é percorrido com tanta frequência, mas seus trechos, isoladamente, recebem bastante movimento. O primeiro, com saída de Abraão, está entre os mais procurados.
Outra alternativa é a trilha que leva à Caixa de Fósforo, no Parque Estadual dos Três Picos, em Nova Friburgo. O destino é uma formação rochosa de cerca de 10 a 20 metros de altura. A parte final da trilha é bastante íngreme e exige mais disposição dos visitantes.
Mais do que abrir caminhos
O Protrilhas/RJ não pretende apenas reunir os roteiros existentes. O programa também prevê estimular a criação de novas trilhas, recuperar áreas ambientais, organizar o uso desses espaços e incentivar práticas de turismo sustentável. A proposta é envolver municípios, comunidades locais e organizações da sociedade civil na implantação e na gestão dos percursos. “O Protrilhas/RJ representa um avanço importante para a gestão do uso público e, principalmente, para a gestão das trilhas no estado do Rio de Janeiro”, afirma Geisy Leopoldo, gerente de Visitação, Negócios e Sustentabilidade do Inea.
Segundo ela, o próximo passo será iniciar as ações de implementação do programa, com foco na melhoria da sinalização, no manejo e na estruturação das trilhas. O trabalho também deve incluir ações de ordenamento e monitoramento da visitação nas unidades de conservação estaduais.





