O medo e a insegurança na cidade têm levado mulheres a mudar trajetos, evitar determinados horários e abandonar atividades como lazer ou trabalho. Foi o que revelou a pesquisa “Rotina Calculada”, realizada pela ONG Movimentos, em parceria com o Instituto Fogo Cruzado e o Instituto Update. O estudo, conduzido em agosto deste ano, reúne relatos de 20 mulheres para entender como a insegurança limita e interfere nas escolhas do dia a dia. A pesquisa abrangeu recortes de cor, raça, situação econômica, social e moradia.
De acordo com os dados do levantamento, a insegurança cotidiana afeta mulheres de diferentes perfis. No entanto, os recursos para lidar com o temor da cidade variam de acordo com as condições econômicas e o local onde elas residem.
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Dessa forma, a questão financeira se torna um ponto importante. Mulheres com maior poder aquisitivo, por exemplo, relataram recorrer a alternativas de segurança quando se encontravam receosas, usando aplicativos de mobilidade, táxis ou carros sem comprometer o orçamento. Enquanto as mulheres de baixa renda frequentemente precisam andar por locais considerados perigosos sem ter outras opções para recorrer.
O levantamento aponta ainda como a rotina de mulheres é alterada, afetando a escolha de roupas, horários de saída de casa, escolha das pessoas com quem deve ou não sair, além da criação de redes de apoio.
A pesquisa completa está disponível no endereço: movimentos.org.br.





