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Pedrinho contesta recusas para jogar no Maracanã e questiona contrato

O presidente do Vasco, Pedrinho, voltou a se manifestar sobre o imbróglio com a dupla Fla-Flu devido às negativas em liberar o Maracanã para a semifinal da Copa Sul-Americana, entre o Cruz-Maltino e o Boca Juniors. Em entrevista ao 'Prime Video' após a vitória sobre o Botafogo por 2 a 1, nesta quarta-feira (7), o mandatário afirmou que a grande questão na discussão é o acordo feito entre as equipes.

"Não posso usar São Januário. Vamos dizer que isso tivesse acontecido e eu pedisse para a dupla Fla-Flu: 'Não posso jogar em São Januário por causa do regulamento. Vocês me emprestam o Maracanã?'. Seria um ato gentil porque é um jogo. Não é um jogo que vai estragar o gramado. Mas não é nem essa a discussão", afirmou.

"A gente tem um contrato onde, de forma muito antecipada, eu peço jogos. Eu tinha quatro jogos em 2025, só usei um, que foi na final da Copa do Brasil, onde não teria nenhum jogo depois. Acho que foi até por isso que foi mais fácil a gente fazer o jogo. E teríamos quatro jogos em 2026. Eu pedi três jogos, contra o Vitória, nas quartas da Copa do Brasil, e foi negado. Pedi contra o Santa Fé, foi negado. E pedi agora contra o Boca, que está em discussão", concluiu.

O Maracanã é administrado pela Fla-Flu Serviços S.A., que está impedindo a utilização do estádio pelo Vasco, com o argumento que isso prejudicaria o gramado. Já o Vasco não pode utilizar São Januário, que não tem a capacidade mínima de 30 mil lugares exigida pela Conmebol para esta fase da competição. O clube avalia, no entanto, expandir temporariamente o número de assentos e alinha essa possibilidade com as autoridades.

A partida entre Vasco e Boca está marcada para 20 de outubro, mas o Cruz-Maltino tem até o próximo sábado (10), para avisar à Conmebol o palco da partida.

E o Nilton Santos?

Pedrinho enfatizou, ainda, que sempre menciona São Januário e Maracanã porque são os dois palcos que ele pode jogar. O técnico Pedro Emanuel reforçou o coro pelos estádios e ressaltou que é contra jogar no Nilton Santos devido ao gramado sintético.

"Com todo respeito que tenho pelo Nilton Santos, para mim, jogar no gramado sintético já é um problema. Era enquanto jogador e agora, na preparação para esse jogo, foi também, porque acho que não deveria ser jogado em gramados sintéticos", afirmou.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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