Contestação da Defesa e Especulações de Fuga
Integrantes da equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentam dificuldades para estabelecer contato com o senador nesta manhã de terça-feira, 27 de outubro de 2026. Essa ausência ampliou as especulações sobre uma possível fuga do país, o que está gerando preocupação entre seus aliados.
O senador havia combinado de se encontrar com seus advogados para a entrega dos passaportes, conforme determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Contudo, a ordem não foi cumprida, uma vez que os advogados não conseguiram obter respostas do senador, e o prazo para a entrega dos documentos à Polícia Federal encerrou-se às 11h.
Incômodo entre Aliados e Pressões por Esclarecimentos
O desaparecimento temporário de Flávio Bolsonaro provocou incômodo entre seus próprios aliados, que avaliam que as especulações sobre sua possível fuga não são benéficas para a imagem do bolsonarismo. Politicos próximos ao senador reivindicam que ele grave um vídeo ou emita uma nota oficial para esclarecer sua situação atual.
Aliados da CNN relataram que tentaram contatar Flávio logo que as especulações começaram, porém, não obtiveram retorno ou informações sobre seu paradeiro.
Investigações em Curso e Consequências Legais
Flávio Bolsonaro se encontra sob investigação em três inquéritos distintos no STF, dois sob a responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes e um, de André Mendonça. O senador, que foi derrotado nas eleições, deve continuar sendo investigado mesmo após deixar o cargo.
A investigação mais significativa está relacionada ao caso Dark Horse, que investiga o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro. Flávio é indiciado por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Além disso, Moraes ordenou o cancelamento e a entrega dos passaportes do senador em uma decisão que acirrou ainda mais as tensões em torno do caso.
Em um terceiro inquérito, Moraes examina uma acusação de calúnia contra Flávio, que associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à imagem de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela. A Polícia Federal concluiu que Flávio cometeu crime de calúnia em relação a Lula, o que pode agravar ainda mais sua situação legal.


