Quem ficou de fora da temporada de “A Bruxinha que era Boa” no Theatro Municipal de Niterói ganhou uma nova chance. Depois de sessões lotadas e público que precisou voltar para casa por falta de espaço, o espetáculo retorna à cidade para quatro apresentações no Teatro Eduardo Kraichete, em Icaraí. As sessões acontecem nos dias 3, 4, 10 e 11 de outubro, sempre às 16h.
O clássico de Maria Clara Machado acompanha a bruxinha Ângela, que tem um pequeno problema para quem frequenta uma Escola de Maldades: ela não consegue fazer maldade. Por causa disso, acaba sendo alvo de piadas e exclusão pelas outras bruxas.
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A situação fica ainda mais complicada quando chega o grande teste da escola. A vencedora ganha uma vassoura a jato, enquanto quem não passar no exame corre o risco de passar o resto da vida presa na Torre de Piche. Para tentar escapar desse destino e enfrentar a maldade das colegas, Ângela conta com a ajuda de Pedrinho, um jovem lenhador que também não se encaixa muito bem naquele mundo.
Segundo o diretor Guga Gallo, a volta aconteceu justamente por causa da procura do público durante a temporada no Municipal. Ele conta que as duas sessões realizadas no espaço ficaram lotadas e que algumas pessoas sequer conseguiram entrar.
“Conseguimos fazer as duas sessões no Municipal lotadas. Pessoas tiveram que voltar para casa, tiveram crianças chorando, porque fizemos uma lotação e não deu para colocar mais ninguém”, relatou.
Para o diretor, levar novamente a montagem aos palcos de Niterói também representa uma oportunidade de aproximar as famílias do teatro infantil produzido na própria cidade. Gallo destaca que o espetáculo aposta em uma combinação de humor, ludicidade e mensagem educativa.
A história coloca em cena temas como amizade, respeito, preservação da natureza e a importância de manter os próprios valores mesmo diante da pressão dos outros. No centro da aventura está justamente a ideia de que a bondade de Ângela não é um defeito, e que o bem pode vencer o mal.
Gallo também ressaltou a relação da companhia com o público niteroiense. Segundo ele, a fidelidade dos espectadores acompanha a trajetória do grupo há anos e voltou a ficar evidente na temporada do Municipal. A expectativa agora é repetir o sucesso no Eduardo Kraichete.
O espetáculo ainda faz parte de uma trajetória especial para a companhia. Gallo afirma estar completando 50 anos de teatro, enquanto a Companhia de Arte e Interpretar chega aos 30 anos de atividades. A relação com a obra de Maria Clara Machado, segundo ele, começou ainda no início de sua carreira.
A promessa é de uma aventura que mistura bruxas, magia, amizade e boas risadas, sem deixar de lado uma mensagem simples para a criançada: fazer o bem também pode ser uma grande aventura.
Local: Teatro Eduardo Kraichete – AMF / Av. Roberto Silveira, 123, Icaraí, Niterói
Data:3 a 11 de outubro – Sábados e domingos, às 16h
Ingressos a partir de R$ 45 – As vendas dos ingressos são encerradas uma hora antes do início de cada sessão (Clique aqui para comprar)
Bastante ativo na cobertura cultural, ja foi contemplado com o Prêmio Themis de Jornalismo, concedido pelo TJRS. Além da cultura, caminha por várias editorias, inclusive em cobertura de eventos internacionais, como a Cúpula do G20 e o encontro dos Brics. Instagram: @andrre.sillva





