O advogado que defende Anthony Garotinho (Republicanos) aparece como autor do parecer usado pelo Ministério Público Eleitoral para concordar com a desistência do ex-governador de concorrer ao governo do Rio.
A informação, divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo, consta nas propriedades do documento anexado no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi confirmada pela defesa do candidato Eduardo Paes (PSD), que registrou a inconsistência em cartório.
A manifestação é assinada pelo vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, mas traz o nome de Marcello Dias de Paula no campo destinado à autoria do arquivo.
Procurado, o advogado nega que tenha elaborado o texto.
“Definitivamente, não fui eu que elaborei o parecer. Eu defendo o oposto. Defendo que o Garotinho é elegível”, disse Dias de Paula.
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Ao Estadão, Espinosa afirmou que não conhece o advogado e que provavelmente foi um erro técnico do sistema.
Em nota, a defesa de Garotinho disse que não teve participação alguma na elaboração do parecer e que desconhece a razão do registro eletrônico.
Já o TSE informou que eventuais desvios ou fraudes, se questionados, serão analisados no julgamento — marcado para esta quinta (8).
Entenda o quiprocó jurídico das eleições para o governo do estado
Garotinho foi considerado inelegível pelo TRE-RJ por improbidade administrativa antes do primeiro turno das eleições, mas concorreu porque ainda havia recurso pendente no TSE.
Os votos foram computados como “sub judice”.
Caso a desistência seja aceita, os votos do campista são anulados e Douglas Ruas (PL), que teve 49,2%, pode vencer em primeiro turno.





