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Após teste de DNA, americano que passou 40 anos no corredor da morte é solto

Douglas Stewart Carter, que passou 41 anos no corredor da morte nos Estados Unidos após ser condenado pelo assassinato de Eva Olesen em 1985, foi liberado sob fiança na segunda-feira 28, depois que novas evidências de DNA vieram à tona e demonstraram que ele não estava conectado ao crime.

Olesen, tia de um chefe de polícia local, foi esfaqueada várias vezes e depois baleada na parte de trás da cabeça em sua casa em Provo, no estado de Utah, em fevereiro de 1985. Carter foi condenado à morte pelo assassinato, mas constantemente reiterou sua inocência, afirmando que sua confissão foi coagida.

Agora, promotores disseram que os resultados de uma análise de DNA excluíram Carter do rol de suspeitos por suas amostras não correspondem ao sangue encontrado em uma maçaneta nem o material genético recuperado do cabo da faca.

A Suprema Corte estadual ordenou um novo julgamento, citando má conduta dos investigadores, e um juiz libertou Carter sob fiança, apesar das objeções da família da vítima. Por ora, ele será obrigado a usar um monitor GPS.

O caso

Carter, que é originalmente de Chicago, morava com sua mãe em Utah na época do assassinato. Documentos judiciais mostram que a polícia suspeitava que ele tivesse matado Olesen durante uma tentativa de roubo.

Acreditando ser suspeito em um caso não relacionado, Carter fugiu de Utah, mas acabou sendo encontrado em Nashville, Tennessee. Ele então assinou uma confissão durante o interrogatório, que depois disse ter sido coagida.

Apesar de não haver evidências físicas ligando Carter à cena do crime, ele foi condenado por um júri com base na confissão e no depoimento de duas testemunhas que disseram que ele se gabou do assassinato.

Os advogados que representam Carter, que é negro, ressaltaram que testemunhas viram um homem branco fugindo da cena do assassinato, sustentando que um investigador havia suprimido provas que apontavam para o marido da vítima, Orla Olesen. Posteriormente, em 2011, as testemunhas admitiram ter sido instruídas a mentir no tribunal mediante subornos — receberam dinheiro e presentes da polícia — e ameaças — caso não depusessem contra o suspeito, seriam deportadas.

O marido de Olesen, que morreu em 2009, disse à polícia que encontrou sua esposa morta em sua casa.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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