Um estudo inédito do TST (Tribunal Superior do Trabalho) aponta que o WhatsApp é citado como meio de assédio eleitoral em 37% das ações registradas na Justiça do Trabalho.
Os dados revelam um aumento significativo do uso do ambiente digital para esse tipo de prática, que inclui desde o envio de mensagens e criação de grupos até ameaças e ofertas de vantagens econômicas relacionadas a escolhas políticas.
De acordo com o levantamento, a Justiça do Trabalho contabilizou 823 casos de assédio eleitoral entre abril de 2023 e outubro de 2026. Somente em 2026, foram registrados 189 casos, evidenciando uma tendência de crescimento do problema.
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Além do WhatsApp, outras plataformas digitais também foram identificadas nos processos. Redes sociais como Instagram e Facebook foram citadas em 14,5% dos casos. Outros processos envolveram aplicativos de mensagens, plataformas de comunicação corporativa e até sistemas internos de empresas.
O levantamento também identificou alegações envolvendo manifestações verbais, documentos, comunicados, mecanismos psicológicos, mobilizações obrigatórias, ameaças e ofertas de vantagens econômicas vinculadas a escolhas políticas.
Entre as vítimas que moveram ações na Justiça do Trabalho, 57% eram mulheres e 43% eram homens. O estudo também apontou que 32% dos casos tinham dois ou mais réus, ou seja, dois ou mais assediadores.
Em um dos processos, 19 pessoas foram apontadas pela prática de assédio eleitoral.
A pesquisa ainda elencou os diferentes perfis de assediadores: o assédio pode ser cometido por um gestor, por pessoas de mesmo cargo hierárquico, por gestores e colegas simultaneamente, ou pela própria empresa ou organização, demonstrando a amplitude e a complexidade do fenômeno no ambiente de trabalho.





