Aprovação do aumento do teto do MEI
A Câmara dos Deputados decidiu, em uma votação expressiva de 461 votos a quatro, aprovar o projeto de lei que revisa o teto do Microempreendedor Individual (MEI). A proposta, agora encaminhada ao Senado, prevê um aumento gradual do limite de faturamento, passando de R$ 81 mil anuais para R$ 110 mil em 2027 e alcançando R$ 140 mil em 2028.
Além do ajuste no teto, a nova legislação permite que os MEIs contratem até cinco funcionários, expandindo significativamente as oportunidades para esses pequenos empreendedores. Essa mudança representa uma importante evolução no cenário econômico, pois atualmente existem mais de 16 milhões de MEIs registrados no Brasil, refletindo o crescimento dessa categoria nos últimos anos.
Impacto Fiscal e Desafios para o Simples Nacional
O impacto fiscal estimado para essa nova proposta do teto do MEI gira em torno de R$ 8 bilhões. O governo, por sua vez, havia expressado preocupações inicialmente, alegando que o aumento do teto não estava alocado no orçamento futuro. No entanto, após negociações e a aprovação do projeto, esperam-se novas movimentações na gestão do Simples Nacional.
O reajuste do Simples ficou fora da proposta final, após um impasse em relação ao seu valor e alcance. A expectativa é que esse ajuste ocorra em uma nova proposta pós-eleitoral, criando um novo documento legislativo que reflita as necessidades dos microempresários.
Novo pacote de medidas do governo para MEIs
Recentemente, o governo anunciou um pacote de cinco medidas voltadas especificamente para o apoio aos MEIs. Entre as propostas, destaca-se um Projeto de Lei Complementar para o perdão das dívidas acumuladas, que totalizam R$ 12,6 bilhões.
Além disso, foi introduzido o projeto “Pix MEI”, que visa oferecer um suporte financeiro de até R$ 5 mil por MEI para investimentos e desenvolvimento de atividades. O pacote também eliminará a obrigatoriedade de emissão de notas fiscais em vendas para pessoas físicas e facilitará a criação da nova figura do nanoempreendedor, permitindo uma maior formalização da economia.


