A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), amiga próxima de Michelle Bolsonaro, fez um apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no mês passado, após o resultado do primeiro turno das eleições. Damares solicitou que Michelle, a candidata ao Senado mais votada do Distrito Federal, tenha um gabinete no anexo 1 do Senado, local considerado prestigiado e disputado, que abriga gabinetes amplos e com vistas privilegiadas.
Tradicionalmente, os gabinetes no anexo 1 são ocupados por parlamentares mais experientes, enquanto os novatos costumam ser alocados no anexo 2, onde Damares tem seu escritório. Assim, o apelo de Damares reflete uma tentativa de garantir a Michelle uma posição de destaque na Casa, especialmente considerando a grande quantidade de votos que ela recebeu, totalizando 938,5 mil votos, ou 29,05% dos votos válidos.
Damares enfatizou também a necessidade de um gabinete localizado em um andar baixo, até o sexto andar, devido a problemas de vertigem enfrentados por Michelle, que prefere ambientes menos elevados. O anexo 1 possui 28 andares, e a senadora argumentou que um gabinete em um andar inferior proporcionaria maior conforto e segurança, já que o acesso ao anexo 2 é mais exposto à circulação de pessoas e visitantes.
Outro ponto destacado por Damares foram as questões de segurança, uma vez que o anexo 1 oferece mais privacidade e menos aglomeração em comparação ao anexo 2. O acesso aos gabinetes do anexo 1 é mais restrito, o que permite que os parlamentares se desloquem com mais discrição, um fator cada vez mais relevante em tempos de crises políticas.
Embora Davi Alcolumbre ainda não tenha decidido sobre o pedido, há uma expectativa entre os aliados de Michelle de que ela atraia a atenção do público e consiga se destacar em sua nova função a partir de fevereiro do próximo ano. O presidente do Senado pode priorizar os senadores reeleitos e talvez considerar a sugestão de Damares, empurrando a negociação em favor de Michelle e dos novos desafios que ela deverá enfrentar no Senado.

