Até o El Niño entrou na disputa por Vasco x Boca Juniors. Depois de o Consórcio Maracanã negar o estádio para a semifinal da Copa Sul-Americana, dia 20 de outubro, a deputada estadual Dani Monteiro enviou ofícios nesta terça (29/09) à concessionária e à Casa Civil do estado pedindo a revisão da decisão e quer ver os laudos do gramado e os critérios usados para autorizar jogos e eventos. “O Maracanã é um equipamento público e não pode ser administrado como se tivesse dono”, disse ela.
O consórcio, liderado por Flamengo e Fluminense, disse “não” alegando desgaste do campo, à sequência de partidas e às condições climáticas – como sabido, o Rio virou um mar de água este mês. Diz que receber Vasco x Boca entre jogos já previstos para os dias 18 e 22 impediria a manutenção necessária. Para a deputada, a explicação precisa ser pública e valer igualmente para todos os clubes.
Nesse fim de semana, o movimento Vasco no Maraca colou cartazes em volta do estádio, às vésperas da partida da NFL, em que um deles perguntava: “Superlotação, shows e NFL no calendário e a culpa é do Vasco?”.
A diretoria diz que o clube tem um acordo para usar o Maracanã e se incomoda com as recusas e o Vasco não descarta recorrer à Justiça, mas também tenta obter da Conmebol autorização para jogar em São Januário, cuja capacidade fica abaixo dos 30 mil lugares exigidos para a semifinal.





