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Escritora é a única niteroiense indicada ao Prêmio Jabuti 2026 com romance sobre linguagem

A cidade de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, será representada nas semifinais do Prêmio Jabuti de 2026, a honraria mais tradicional do mercado editorial brasileiro sobre publicações nacionais. A niteroiense é Roberta Barbosa, escritora e artista visual que concorre ao prêmio pelo romance de estreia ‘sutura‘, publicado pela Editora Patuá, em 2025.

Jornalista de formação, a autora afirma ter desenvolvido a narrativa do livro com base em inspiração autobiográfica, acompanhando a recuperação da protagonista da obra após uma cirurgia na língua e a busca por reconstruir a própria capacidade de expressão. Apresentado na contracapa pela autora Claudia Barral como um texto poético focado nas ambiguidades da presença e da ausência, o livro marcou o lançamento autoral de Roberta na literatura durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) em 2025.

A indicação ocorre em um período de consolidação da trajetória da artista, que retornou a Niterói em 2022 após atuar em exposições coletivas no Brasil e no exterior e produzir espetáculos teatrais brasileiros em Nova York. Sobre a indicação, a escritora enfatizou a importância de desenvolver a obra em sua cidade natal e ressaltou o crescimento da cena cultural local, impulsionada por eventos como a Feira de Literatura Internacional de Niterói (FLIN). Segundo ela, estar no grupo de semifinalistas chancela a linguagem e o estilo adotados no romance sobre a capacidade humana de reconstrução.

Organizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), a edição 2026 do Prêmio Jabuti contabilizou 4.675 obras inscritas. A lista com os cinco finalistas de cada categoria será anunciada no dia 14 de outubro, e a revelação dos vencedores ocorrerá em cerimônia oficial agendada para 27 de outubro.

Em sutura, enquanto se recupera de uma cirurgia na língua, Roberta Barbosa encontra uma nova forma de dizer o indizível: a dor, o amor, a perda. Em uma narrativa intensamente poética, o romance costura brutalidades e delicadezas, presença e ausência, encontros e despedidas. Entre as rupturas do corpo, da alma e dos afetos, a autora investiga uma pergunta que atravessa toda a obra: qual é a linguagem do amor?

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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