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Greve da Caixa avança após rejeição de proposta dos empregados

Greve dos empregados da Caixa Econômica Federal continua após rejeição de proposta sobre Saúde Caixa, com negociações ainda em andamento.

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Greve Prossegue com Novas Negociações

A greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal continua por tempo indeterminado após os trabalhadores rejeitarem a proposta final apresentada pelo banco. A paralisação, que teve início na quinta-feira (10), deve ser mantida enquanto as entidades sindicais buscam retomar as negociações.

Na base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, 68% dos trabalhadores votaram contra a proposta em assembleia encerrada às 23h de sexta-feira (11).

Principais Divergências em Saúde Caixa

O principal motivo da discordância refere-se às mudanças propostas para o Saúde Caixa, o plano de assistência médica dos empregados. A proposta da Caixa previa transformações nas regras de custeio e coparticipação, o que gerou forte resistência.

Antes da votação, a empresa havia classificado a proposta como final e sugeriu que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso a rejeição prevalecesse. A alternativa de ingresso em um dissídio coletivo também foi mencionada, permitindo que a Justiça estabeleça termos para resolver o impasse.

Ofertas Feitas pela Caixa

A proposta incluía o pagamento de um prêmio de R$ 3 mil por trabalhador, além da regularização de salários e benefícios, como a Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Entre as modificações, estava a elevação do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa de 6,5% para 8%.

Outros pontos abordavam a antecipação da parcela da Caixa referente ao 13º salário em anos futuros, o pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027 e um investimento de R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde planejadas para começar em janeiro de 2027. Também foi sugerida a criação de grupos de trabalho para debates sobre melhorias no plano.

Contrapropostas e Reações

As mudanças no plano de saúde, que propunham uma contribuição de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, além de cobranças mensais elevadas por dependente, foram os principais pontos trabalhosos que levaram à rejeição. Discute-se ainda a inclusão de novas regras, como a cobrança de consultas e a exigência de recadastramento anual obrigatório.

Durante a paralisação, a Caixa incentivou os clientes a utilizarem canais digitais e remotos para serviços. O atendimento telefônico também continua disponível, mas muitas agências amanheceram fechadas no início da greve, embora os caixas eletrônicos seguissem operacionais.

Comparação com o Banco do Brasil

No cenário do Banco do Brasil, a situação é diversa. Na maioria das bases sindicais, a proposta apresentada foi aprovada, e o funcionamento continuou normalmente.

A expectativa agora é que as negociações possam avançar, com as entidades representativas buscando um entendimento que atenda às demandas dos trabalhadores, garantindo assim direitos básicos e melhorias nas condições de trabalho.

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