Flávio Bolsonaro Intimado a Entregar Passaportes
Flávio Bolsonaro, senador do PL, foi intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro concedeu um prazo de 24 horas para que a medida fosse cumprida, e a intimação ocorreu na manhã de segunda-feira, 26 de outubro.
Além de entregar não apenas seu passaporte brasileiro, o senador está proibido de manter qualquer contato com o advogado Willer Tomaz, também investigado por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Essa decisão veio em meio a um contexto tenso de investigações.
Possível Fuga e Investigação em Andamento
Diante das circunstâncias, a PF acionou as autoridades da Argentina por receio de que Flávio pudesse tentar fugir do país. O caso chegou ao STF devido ao foro privilegiado do senador. A investigação apura suspeitas de que ele estivesse envolvido em uma rede de lavagem de dinheiro através de empresas, especialmente a Alcazar Holding.
O ministério da Justiça identificou movimentações suspeitas que somam R$ 130 milhões entre março e maio de 2025, valores que não se alinham com as atividades conhecidas de Flávio, levantando ainda mais suspeitas.
Histórico de Declarações e Estratégias de Campanha
No mesmo dia da intimação, Flávio Bolsonaro, em um vídeo postado nas redes sociais, relatou que foi intimado após visitar seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar. O senador enfatizou que nunca teve a intenção de deixar o Brasil, mencionando ainda questões levantadas por seu irmão, Eduardo Bolsonaro, sobre uma possível saída do país caso as eleições não fossem favoráveis.
Adicionalmente, Flávio decidiu não solicitar a anulação dos votos do segundo turno das eleições, focando, em vez disso, em destacar as supostas irregularidades cometidas pela campanha do PT.
Trâmite no STF e Inquéritos em Andamento
Flávio Bolsonaro enfrenta três inquéritos no STF: um por calúnia contra Luiz Inácio Lula da Silva, outro sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, e um terceiro ligado a Willer Tomaz por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Com a iminente conclusão de seu mandato em fevereiro do próximo ano, o futuro dos processos dependerá da análise do vínculo entre os crimes e a função parlamentar.
Os relatores dos inquéritos, Alexandre de Moraes e André Mendonça, estão encarregados de decidir se as investigações continuarão no STF ou serão enviadas para a primeira instância, dependendo da relevância do mandado de Flávio naquelas apurações.


