As eleições presidenciais de 2026 estão se aproximando e, com elas, a atenção dos analistas políticos se volta para o desempenho dos candidatos entre os eleitores evangélicos. As últimas pesquisas eleitorais demonstram que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda se encontra atrás de Flávio Bolsonaro (PL) nesse segmento, mas as tendências recentes sugerem uma redução na distância entre os dois.
A pesquisa da Quaest, divulgada em 28 de setembro, sinaliza um aumento nas intenções de voto para Lula, que subiu de 23% para 27% entre os evangélicos em uma semana. Enquanto isso, a aceitação a Flávio Bolsonaro caiu de 49% para 46%. Tal mudança sinaliza um movimento que pode indicar uma transformação na dinâmica de voto desse importante grupo eleitoral.
Os dados da Quaest revelam que a diferença numérica entre Lula e Flávio Bolsonaro, que antes era de 26 pontos percentuais, agora é de 19, enquanto no contexto geral, Lula é visto com 39% e Flávio com 34%. Apesar da oscilação favorável a Lula, Flávio ainda detém uma vantagem considerável no eleitorado evangélico.
Além disso, em uma simulação para o segundo turno, Lula aumentou suas intenções de voto entre os evangélicos de 28% para 30%, enquanto Flávio caiu de 58% para 54%. Embora Lula esteja capturando mais apoio, as diferenças ainda persistem.
A pesquisa BTG/Nexus, também divulgada em 28 de setembro, trouxe resultados semelhantes, com Lula atingindo 31% das intenções no primeiro turno e Flávio com 50%. A diferença de 19 pontos percentuais representa uma redução de seis pontos em relação à pesquisa anterior, indicando um leve avanço para Lula, embora Flávio mantenha a liderança entre esse grupo.
No contexto de um possível segundo turno, Lula atinge 35% e Flávio aparece com 57%, refletindo uma diferença de 22 pontos. É importante ressaltar que, apesar dos movimentos em direção a Lula, Flávio ainda é o preferido do eleitorado evangélico.
Contrapõe-se a esta dinâmica o desempenho de Lula entre os católicos. Segundo o Datafolha, Lula obtém 45% das intenções de voto entre os católicos, superando Flávio, que tem 33%. Este contraste revela como as identidades religiosas podem influenciar fortemente as decisões eleitorais e destaca a importância de cada segmento religioso nas estratégias de campanha dos candidatos.
Considerações Finais e Metodologia das Pesquisas
As diferenças nas metodologias e nos momentos de aplicação das pesquisas impedem uma comparação direta entre os percentuais de cada instituto. Contudo, as tendências observadas nas pesquisas Quaest e BTG/Nexus indicam uma certa pressão sobre Flávio Bolsonaro, que não pode ser ignorada. Apesar disso, ele ainda mantém uma vantagem clara.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 24 e 27 de setembro, com uma margem de erro de quatro pontos percentuais. A BTG/Nexus ouviu 2.000 pessoas entre 25 e 27 de setembro, com margem de erro de dois pontos. Por sua vez, o Datafolha utilizou 2.002 entrevistados nos dias 22 e 23 de setembro, apresentando também uma margem de erro de dois pontos. Todos estes dados oferecem uma visão abrangente do cenário eleitoral.
Como a campanha avança, o foco sobre como cada candidato continuará a reagir a estas mudanças e tendências deve ser constante, especialmente em um eleitorado tão crucial como o dos evangélicos.





