O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, prestou depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (6) no inquérito do caso Master sobre a relação de servidores do BC com Daniel Vorcaro.
O interrogatório foi na condição de testemunha, por videoconferência. Na ocasião, a PF questionou se Galípolo sabia que os ex-diretores Belline Santana e Paulo Sérgio Neves mantinham parceria com Vorcaro para ajudar o Master.
A PF aponta os dois como consultores pessoais do então controlador do Master e que Vorcaro pagou propina a eles ao longo dos anos. Eles negaram as acusações em depoimento.
Galípolo alertou diretor sobre suspeita de pagamentos a servidores do BC
Não havia indícios de que fusão do Master com BRB fosse negada, diz Vorcaro
Vorcaro disse à PF que Galípolo incentivou fusão Master-BRB
Vorcaro disse à PF, no fim de agosto, que conhece os dois servidores há pelo menos oito anos e que era “comum” o Banco Central ajudar instituições financeiras. Disse, também, que a cúpula do BC, como o presidente, apoiava a fusão do Master com o BRB, banco público de Brasília, na negociação de R$ 12 bilhões.
Foi nessas condições, após ser citado por Vorcaro e por um servidor, que Galípolo foi chamado para depor.
Já nesta quarta-feira (7) está previsto o depoimento de Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC. Foi em sua gestão que o então Banco Máxima virou Master e Vorcaro inflou seu patrimônio.
Esse inquérito é o que está mais avançado na PF e tem previsão de término ainda em outubro, com os últimos interrogatórios sendo feitos.





