Crise no Sistema Prisional Brasileiro
Em entrevista realizada na manhã desta quarta-feira, o ex-capitão do Bope, Rodrigo Pimentel, trouxe à tona uma grave reflexão sobre a situação dos presídios no Brasil. Segundo ele, os presídios “deixaram de ser solução há muito tempo e passaram a ser um problema”.
Pimentel comentou que as penitenciárias se tornaram verdadeiras “fábricas” de facções criminosas, deixando de cumprir suas funções principais de combater a criminalidade e reabilitar os detentos. Durante a conversa, ele lamentou que a questão das penitenciárias raramente é debatida nas campanhas políticas, apesar de ser uma preocupação central do eleitorado brasileiro.
A Superlotação como Desafio
O ex-capitão destacou a superlotação nos presídios como um dos principais desafios para a segurança pública.
“Nenhum candidato fala sobre criação de vagas em presídios e sobre aperfeiçoamento da segurança neles”, afirmou. A falta de atenção a esses temas, segundo ele, é um reflexo de como os assuntos relacionados à privação de liberdade são pouco atrativos para os políticos.
Pimentel citou exemplos de estados que adotaram abordagens divergentes. O Piauí, sob a gestão de Rafael Fonteles (PT), ampliou a capacidade do sistema prisional e viu uma queda significativa nos índices de homicídios.
Em contraste, a Bahia, que não investiu da mesma forma, experimentou um aumento alarmante nos homicídios nos últimos nove anos.
Educação como Prevenção
Além de melhorias na infraestrutura prisional, o ex-capitão defendeu a educação como um pilar fundamental na prevenção ao crime, especialmente entre jovens. Destacou a importância de iniciativas como escolas com jornadas mais longas, que têm mostrado resultados positivos na redução da evasão escolar e, consequentemente, crimes cometidos por adolescentes.
Como exemplo, mencionou Goiás, onde a taxa de adolescentes infratores submetidos a medidas restritivas caiu drasticamente nos últimos dez anos. Ele atribuiu essa queda à menor evasão escolar, evidenciando que a solução para a criminalidade pode estar mais ligada à educação do que ao aumento da repressão.
“Os estados que estão investindo em educação estão vendo resultados positivos na redução da violência.
É hora de mudarmos a abordagem





