O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva terá, no mínimo, quatro novas indicações para o Supremo Tribunal Federal no próximo mandato.
Com a cadeira vaga deixada por Luís Roberto Barroso quando ele se aposentou, em outubro de 2025 — há um ano, portanto, a Corte atua com apenas dez ministros (são onze togas na Suprema Corte brasileira). A indicação de Lula para vaga, o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado em abril deste ano.
Além dessa vaga, o reeleito Lula poderá indicar mais três ministros para o Supremo, já que os magistrados irão completar a idade de 75 anos, que é o limite para a aposentadoria compulsória:
Luiz Fux, que se aposenta em 2028
Cármen Lúcia, que se aposenta em 2029
Gilmar Mendes, que se aposenta em 2030
Os anos foram calculados com base na data em que os ministros completam a idade limite, mas nada impede, porém, que renunciem ao cargo antes.
Somados os três ministros que já indicou em outros mandatos (Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Flávio Dino) e as quatro novas nomeações, Lula terá apontado sete dos onze integrantes do mais alto tribunal da Justiça brasileira.
Os outros quatro serão: Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff; Moraes, por Michel Temer; Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos por Jair Bolsonaro.

