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Suplente de Flávio no Senado se solidariza com fuga do parlamentar

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Paulo Marinho, empresário e primeiro suplente do senador Flávio Bolsonaro, se manifestou publicamente em apoio ao parlamentar que, após ser derrotado nas eleições, optou por se mudar para os Estados Unidos, enfrentando um clima político conturbado no Brasil.

Em suas declarações, Marinho expressou compreensão em relação à decisão de Flávio, afirmando: “Eu compreendo as razões dele para ter deixado o país diante das circunstâncias que ele está vivendo aqui, dessa perseguição que ele está vivendo aqui. Quero fazer um gesto de carinho para ele.” Esta solidariedade surge em um contexto de tensão política e investigações que envolvem a família Bolsonaro.

Apesar do gesto de apoio, Marinho esclareceu que não tem a intenção de assumir o cargo de Flávio no Senado, tampouco fará articulações para isso. Após a saída do senador, a Casa deverá operar sem um parlamentar até o fim do mandato em 31 de janeiro. É importante destacar que, mesmo mudando de país, Flávio não perderá automaticamente o mandato, desde que não falte a um terço das sessões da casa.

A situação de Flávio Bolsonaro é complexa, pois ele poderia enfrentar um processo de cassação caso haja infrações ligadas ao decoro parlamentar, ou em virtude de condenações. O Senado agiria neste caso, podendo ser acionado por algum partido político, o que exigiria um longo processo de votação e a concordância de pelo menos 41 senadores entre os 81 membros do órgão.

Embora Flávio esteja fora do Brasil, ele deverá continuar recebendo o salário mensal padrão de 46,3 mil reais e ainda é listado como “senador em atividade” na página oficial do Senado.

A relação entre Paulo Marinho e a família Bolsonaro tem sido marcada por altos e baixos. Em 2018, Marinho ajudou Jair Bolsonaro ao ceder sua casa em Jardim Botânico, Rio de Janeiro, para a montagem do comitê eleitoral. No entanto, a relação se deteriorou e, nas eleições de 2022, Marinho declarou voto no então candidato Lula. Após uma reconciliação em 2024, seu filho, André Marinho, também se envolveu na política, com apoio a Flávio na campanha presidencial.

Paulo Marinho, com 74 anos, tem um histórico profissional diversificado, envolvendo atuação nos setores financeiro, industrial e da comunicação, demonstrando sua influência e presença no cenário político e econômico.