
Nesta segunda-feira, 30 de outubro, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) realizará o leilão de venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, conhecido como Galeão. O evento, que ocorrerá às 15h na B3 em São Paulo, é aguardado com expectativa, pois o vencedor deverá investir pelo menos R$ 932,8 milhões no terminal.
Contexto da Venda Assistida
O leilão tem como objetivo a venda do controle do aeroporto, atualmente sob a concessão da RIOgaleão, uma parceria entre a Vinci Airports e a Changi Airports, que detém 51% das ações. Os 49% restantes pertencem à Infraero, que também deixará o negócio com a conclusão da venda. O novo operador será responsável pela exploração, manutenção e ampliação da infraestrutura do Galeão.
Mudanças no Contrato de Concessão
Para tornar o leilão mais atrativo, o contrato passou por alterações significativas. Entre as principais mudanças, destaca-se a substituição de uma contribuição fixa por um pagamento variável de 20% sobre o faturamento, que será repassado à União até 2039. Além disso, a obrigatoriedade de construção de uma terceira pista foi eliminada e a Infraero deixará a sociedade.
Compensação e Concorrência
Um novo mecanismo de compensação foi introduzido em relação ao Aeroporto Santos Dumont (SDU), que é um dos principais concorrentes do Galeão. Caso o governo altere as restrições de operação do SDU, o novo controlador do Galeão poderá solicitar compensações, o que adiciona uma camada de complexidade ao leilão.
Perspectivas de Crescimento
Apesar de o número de passageiros ainda estar abaixo da capacidade total do Galeão, que é de 37 milhões por ano, há um crescimento constante na demanda. Em 2025, o aeroporto registrou 17,9 milhões de viajantes, um aumento de 23,4% em relação ao ano anterior. Este crescimento é refletido na média de 49 mil passageiros por dia e na realização de cerca de 340 voos domésticos e 110 internacionais diariamente.
Análise do Especialista
A venda assistida do Aeroporto do Galeão representa uma oportunidade significativa para investidores, especialmente em um cenário de recuperação do setor de aviação pós-pandemia. A combinação de um contrato revisado e um aumento no volume de passageiros sugere que o novo operador pode não apenas estabilizar a operação, mas também impulsionar investimentos que melhorem a experiência do passageiro e ampliem a capacidade operacional do terminal.
Conclusão
O leilão do Galeão é um marco importante para o setor de aviação brasileiro, refletindo mudanças estratégicas que podem influenciar o futuro da infraestrutura aeroportuária no país. O resultado deste leilão poderá impactar não apenas a economia local, mas também a dinâmica do setor aéreo, com implicações para passageiros e companhias aéreas.



