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Último trimestre de 2026 será marcado por instabilidades no clima de SP | CNN Brasil

Calor, temporais e quedas bruscas de temperatura devem marcar a rotina de paulistas durante a primavera. Segundo Hiremar Soares, meteorologista e professor da Universidade Anhembi Morumbi, que integra a Ânima Educação — um ecossistema de educação e impacto para o Brasil, a posição de São Paulo em uma zona de transição favorece mudanças rápidas nas condições do tempo, principalmente durante a passagem de frentes frias.

Na capital e na região Metropolitana, períodos de ar quente e seco podem levar as temperaturas máximas aos 33°C ou 34°C, com umidade relativa do ar próxima de 30%. Com a chegada de uma frente fria, porém, as máximas podem cair para a faixa dos 20°C a 23°C.

No interior, as condições podem ser ainda mais extremas. No oeste e noroeste paulista, bloqueios atmosféricos antes da chegada das frentes frias podem elevar as temperaturas para mais de 40°C e reduzir a umidade relativa do ar para níveis próximos de 12%. Durante as mudanças do tempo, o oeste e o sudoeste também podem registrar rajadas de vento entre 70 e 90 km/h.

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“A passagem de uma frente fria costuma seguir um ciclo. Primeiro ocorre o aquecimento pré-frontal, quando ventos do norte transportam ar quente e seco. Em seguida, o encontro desse ar com a massa fria favorece a formação de nuvens de tempestade, com possibilidade de chuva forte localizada, raios, granizo e ventanias. Depois da passagem do sistema, o avanço de uma massa de ar polar pode provocar queda expressiva das temperaturas e madrugadas mais frias”, explica.

As condições também variam entre as diferentes regiões do estado. No centro e norte paulista, há maior probabilidade de temperaturas acima da média histórica ao longo do trimestre. Já o sul paulista e o litoral sul apresentam maior possibilidade de chuvas acima da média durante a primavera e tendem a receber frentes frias com maior frequência.

Entre outubro e dezembro, a tendência é de temperaturas acima da média em praticamente todo o estado paulista, em um cenário de El Niño forte. A previsão também indica aumento na frequência de períodos de calor mais intenso.

Em relação às chuvas acumuladas no trimestre, o cenário é menos uniforme. “O sul paulista apresenta maior probabilidade de precipitações acima da média histórica. Nas demais regiões do estado, a tendência é considerada neutra, com chances semelhantes de os volumes ficarem abaixo, próximos ou acima do normal”, detalhou o professor.

Segundo ele, essa variação ocorre porque o volume de chuva dependerá, entre outros fatores, da posição semanal dos ventos em altitude.

Ricardo Motta

Ricardo Motta é jornalista e responsável editorial do Rio Hoje Notícias. Atua na cobertura de política, cidades, segurança pública, esportes e acontecimentos do estado do Rio de Janeiro. Contato editorial: contato@riohoje.com.br.
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